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Como usar o Google Drive: guia com o passo a passo e dicas para aproveitar o que há de melhor na ferramenta

Quando falamos sobre Nuvem uma das ferramentas mais comentadas aqui em nossas redes sociais foi o Google Drive. Não é pra menos. A Google começou oferecendo um site de buscas que indexa tão bem a rede mundial de computadores que é considerada uma das maiores colaboradoras para a popularização da internet. Se antes dela os internautas eram obrigados a saber o endereço dos sites que queriam acessar, agora basta pesquisar por palavras-chave e todo o conteúdo disponível será oferecido em instantes. E a empresa não parou por aí. Criou uma suíte de serviços na nuvem incrível e gratuita! Isso mesmo. Grande parte desses serviços você encontra na Suíte Google Drive.

A decisão de criar aplicativos na nuvem foi tão importante na evolução da empresa Google que se fundiu totalmente ao seu DNA impactando diretamente sua missão estratégia e, por consequência, todas as suas ações. Isto a tornou a gigante da tecnologia que ela é hoje.

Missão estratégia da Google

Suíte Google Drive, sua maior aliada está na nuvem

Você certamente precisa ter acesso aos seus arquivos fora de casa. Seja no celular, notebook ou computador do trabalho, é comum que precisemos transitar com nossas informações de um lado pro outro, compartilhar e modificar estes documentos.

Talvez você tenha a minha idade, e costumava carregar por aí caixas de disquetes. Cada um com seus gloriosos 1.44 megabytes de espaço disponível. O suficiente para armazenar apenas duas fotos, destas que você tem às centenas no celular e posta no Instagram todo dia. Talvez você seja mais novo, e já tenha passado sua adolescência digital com pendrives dependurados no chaveiro, ou CDs regraváveis na mochila.

De qualquer maneira, se você ainda usa qualquer um destes métodos, você ficou para trás, amigo. Com as ferramentas de armazenamento em nuvem, isto tudo já é coisa de dinossauro. Para te tirar da pré-história, preparei este guia. Você vai aprender como usar com maestria um dos sistemas mais completos que existem hoje: o Google Drive.

Chapolin Colorado: Sigam-me os bons!

O que é o Google Drive?

O Google Drive é parte do Google Apps, o ecossistema de aplicativos que o Google desenvolveu para facilitar a vida de todos. Ele é o responsável por manter seus arquivos sincronizados entre diferentes máquinas e a internet, no seu espaço de armazenamento com o Google.

Mas reduzir o Drive apenas a um espaço de armazenamento é uma injustiça. Afinal, pareado com os outros aplicativos do ecossistema, ele não apenas disponibiliza seus arquivos, mas permite a colaboração em tempo real e compartilhamento deles.

Tudo isso num pacote bem fácil de usar, desde o computador até o seu celular.

O que o Google Apps inclui?

Como eu disse, a sacada aqui não é o Drive em si, mas seu ecossistema. Ele é disponível gratuitamente para pessoas físicas e custa baratinho para empresas. Coisa de 5 dólares por usuário/mês. Mesmo com o câmbio desfavorável, ainda é um ótimo custo/benefício.

No pacote você acha:

  • Gmail: um dos melhores clientes de e-mail, até hoje
  • Drive: armazenamento em nuvem
  • Docs (Documentos): Editor de texto, como Word e Writer
  • Spreadsheets (Planilhas): Editor de planilhas, à lá Excel
  • Presentations (Apresentações): Para fazer slideshows, como o PowerPoint
  • Hangouts ou Meet: Chat, com suporte à voz, vídeo e screensharing (compartilhamento da sua tela para que todos na chamada possam ver o que você vê. Excelente ferramenta para aulas virtuais)
  • Calendar (Agenda): Para organizar compromissos e tarefas
  • Contacts (Contatos): Lista de contatos e e-mails inteligente

Ainda há ferramentas para cursos online (Google Sala de Aulas), construção de páginas web (Google Sites), sistemas de segurança para empresas (Apps Vault e Admin Console), ferramentas de marketing (Google Analytics, Google AdWords e o Google Search Console), etc. Mas falar de todos elas em um único post é totalmente inviável, então se você quiser que eu descomplique alguma dessas outras é só pedir aqui nos comentários que eu preparo um guia exclusivo pra elas.

Quais as vantagens do Google Drive?

Provavelmente a maior força do Google Drive está na sua baixíssima barreira de entrada. Quer dizer, é muito fácil começar a usar o produto e se beneficiar dele. Leva poucos minutos para um usuário que está ali pela primeira vez entender a lógica geral das coisas e começar a fazer um bom uso.

Com preços que começam em zero reais, ele também uma alternativa muito econômica a outros pacotes como o Microsoft Office. Mesmo em seus planos pagos, o armazenamento tem preço justo e sua capacidade de criareditar e colaborar em documentos online é simplesmente fantástica.

Outro ponto forte é que praticamente qualquer sistema operacional é suportado. Além de rodar tranquilo direto do seu browser, existem plugins para o Chrome e aplicativos para iOS Android, assim como Windows Mac. Para quem usa Linux ou Windows Phone, ainda não há aplicativos nativos, mas o serviço está disponível via Google Sync ou através do browser do sistema. Por este mesmo método também é possível acessar os apps em sistema mais exóticos como o MIUI ou Ubuntu Phone.

É legal também lembrar que o Drive sincroniza outros arquivos como fotosvídeosarquivos compactados e formatos proprietários de outros softwares, como Photoshop e AutoCad sem problemas. Para estes arquivos não é possível fazer a edição online, mas eles ainda serão mantidos protegidos e sincronizados entre suas máquinas. O limite de tamanho é 5 TB (isso mesmo, TERAbytes). Mais que o suficiente para a maioria das pessoas.

Quais as desvantagens do Google Drive?

Apesar de ser extremamente útil, nem tudo aqui são flores. O Google Drive também tem suas falhas. A principal delas é que os arquivos criados pelos aplicativos Docs, Spreadsheets, Forms e Slides não são realmente sincronizados com o computador. O que o programa faz é colocar um placeholder, uma espécie de marcador, que diz para você o nome do arquivo e sua localização, mas não permite que você o edite fora do sistema.

Assim, se você sincroniza sua pasta de planilhas, por exemplo, vai saber quantas têm, seus nomes e localização, mas precisa retornar ao Spreadsheets para trabalhar nelas. Isto não chega a ser um grande problema quando a conexão com a internet está estável, mas sabemos que isto nem sempre é verdade em terras tupiniquins.

Outro problema é que se você não tem acesso aos aplicativos nativos, como em telefones com Windows, as versões mobile (site para celulares e tablets) são muito simples, sem muitas funcionalidades e até meio desajeitadas. Não servem para realizar nenhum trabalho minimamente sofisticado. Para contornar esse problema você pode abrir a página do Drive com o navegador de internet (e já que estamos falando de Google, recomendo usar o Google Chrome), abrir a página em versão “Para computador” e abusar do zoom pra conseguir usar a interface não adaptada para celulares. Já adianto que não é nada prático isso, mas se não der pra você usar em um computador, te recomendo paciência e desejo sorte. 🙄

Como usar Google Drive?

Existem duas formas principais de acessar seus arquivos no Drive: via sincronização na sua máquina (Windows e Mac, nativamente) ou através do cliente web. Para qualquer uma das duas, será necessário ter uma conta no Google.

Acessando via cliente web

Para acessar através do seu browser, basta ir em google.com/drive.

Os navegadores suportados são:

  • Chrome
  • Firefox
  • Safari
  • Microsoft Edge / Internet Explorer

Se você usa outros, como o Opera, ainda poderá ter acesso aos seus arquivos, mas algumas funções podem não ser executadas corretamente. No Google Calendar, por exemplo, é possível consultar seus compromissos, mas durante nossos teste não foi possível editar ou adicionar nada. Nos aplicativos Docs, Spreadsheets e Slides, podem acontecer erros de visualização e quebras inesperadas nas páginas.

O modo de edição offline (desconectado da internet), que, apesar de limitado é bem útil, só funciona no Google Chrome.

Acessando via aplicativo

Para instalar o Google Drive, você pode logar na sua conta, clicar na engrenagem no canto superior direito, e selecionar a opção “Fazer o download do Drive”.

como usar o google drive

Você também pode ir a google.com/drive/download/ e baixar o executável de lá. Esta página também tem atalhos para os aplicativos móveis de Android e iOS.

Ao clicar no botão de download, você precisa aceitar os termos de uso antes de baixar o instalador.

como usar o google drive: Tela do instalador. Só baixe o arquivo do site oficial!

O instalador não tem nem um megabyte, e vai baixar rapidinho. Quando você o abrir pela primeira vez ela vai baixar os arquivos necessários para rodar. Aqui levou menos de 30 segundos!

Em seguida, será apresentado um breve setup para configurar o programa. O primeiro passo é entrar com suas credenciais do Google. Em seguida, são apresentadas 4 telas com algumas informações sobre o aplicativo.

Então será criada uma pasta “Google Drive”, até com um ícone bonitinho, que é seu atalho para enviar e sincronizar seus arquivos. Veja:

como usar o google drive: Ícone da pasta do Drive no Windows 10

Na sua barra de notificações, ao lado do relógio, também haverá um ícone novo, indicando que a sincronização está ativa:

como usar o google drive: ícone da barra de notificações

Eu sei, tenho muitos arquivos.

O passo que eu recomendo que você faça imediatamente é clicar com botão direito neste ícone, depois clicar nos três pontinhos e ir em “Preferências”.

como usar o google drive: menu do drive

Ali você pode escolher se quer sincronizar todas as suas pastas, ou apenas uma parte delas. Talvez você não queira sincronizar os arquivos do trabalho no computador de casa ou vice-versa, por exemplo.

como usar o google drive: menu de preferências

Também é possível ver seu espaço disponível, escolher sobre a inicialização automática do programa e colocar limites na banda disponível para upload e download.

Agora que o programa está configurado, é só colocar os arquivos que você tem sincronizados dentro da sua pasta e acessá-los de qualquer lugar!

Dicas campeãs de como usar ao máximo o Google Drive

Agora que você já entendeu o básico sobre como o Google Drive funciona, é hora de colocá-lo para trabalhar! Veja algumas maneiras de extrair o melhor da ferramenta:

Garanta sua segurança com autenticação de dois fatores

Se você usa senhas como a sua data de nascimento, nome do seu cachorro ou apelido da namorada, apenas pare.

É sério, cara! Você está hospedando arquivos potencialmente importantes ali. Coisas de trabalho, faculdade, documentos pessoais. Você não quer isso em mãos erradas, não é?

Felizmente, existe uma solução simples e muito eficiente para isto: autenticação em dois fatores.

Isto quer dizer que, além da sua senha, também será necessário um fator adicional para entrar na sua conta pela primeira vez. Este fator pode ser um aplicativo instalado no seu smartphone ou o envio de um SMS para o seu celular.

É muito fácil e você só precisa de um telefone para fazer. Clique aqui e configure a sua.

Importe os arquivos que você já criou

Há uma boa probabilidade que você tenha documentos, entre textos, fotos e planilhas, que vão precisar ser carregados para dentro do Drive, agora que você viu a luz, digo, adotou o sistema.

Mas copiar e colar o conteúdo destes documentos seria um verdadeiro pesadelo, não é? Mas calma, sem problemas!

Importando pelo aplicativo web

Ao clicar em “new” você pode importar arquivos individualmente, ou mesmo uma pasta inteira numa tacada só.

O procedimento não poderia ser mais simples. É só navegar até o local escolhido e selecionar o arquivo ou pasta.

como usar o google drive: como importar um arquivo

Um detalhe importante é que você pode escolher se quer apenas hospedar os arquivos, ou também convertê-los para o formato que pode ser editado online nas ferramentas do Google.

Para fazer isto, basta clicar na engrenagem, do lado superior direito da tela, e em “settings” ou “ferramentas”. Você vai se deparar com estas opções:

como usar o google drive: opções do menu de ferramentas do google drive
  • Storage/Armazenamento: Mostra quanto espaço há disponível e dá opção para comprar mais
  • Convert upload: marque para converter seus arquivos automaticamente

Atenção! Converter arquivos do office com formatação rica, muitas fórmulas, VBA, e alguns recursos avançados pode estragar sua formatação! Faça esta migração com cuidado e sempre guarde um backup!

  • Language/Idioma: Troca a linguagem da interface, não interfere com os arquivos.
  • Offline: Permite que a listagem dos arquivos seja disponível offline, no seu computador.
  • Density/Densidade: Controla quanta informação a tela mostra de uma vez só. Eu prefiro o “confortable”, mas se você tem um monitor menor pode usar “compact” para mostrar mais coisas de uma só vez.
  • Create a Google Photos Folder/Criar uma pasta para o Google Fotos: Integra o serviço de fotos do Google no Drive. Especialmente útil para quem usa celulares android, que tendem a ter o Google Photos integrado como padrão. Também pode ser usado com iOS, bastando instalar o aplicativo.

Importando pelo aplicativo desktop

Como vimos acima, o aplicativo para desktops do Drive cria uma pasta virtual, que é uma espécie de espelho do seu armazenamento online. Assim, se você quiser subir um (ou muitos) arquivos para o drive, basta colocar eles dentro desta pasta. Mais simples impossível!

Quando você tem muitos arquivos, ou separa documentos de trabalho e pessoais, por exemplo, talvez não queira que todos os arquivos do drive tenham um espelho na sua máquina, certo? Sem problemas. É só clicar com o botão direito no ícone do aplicativo e voltar nas preferências. É o mesmo menu que você viu durante a instalação do programa!

Se você remover alguma pasta aqui, ela desaparece do desktop, mas permanece segura dentro do Google Drive!

Crie colaborativamente

Talvez este seja o meu recurso favorito do Google Drive. Através da plataforma você pode compartilhar os arquivos de forma controlada, além de dar acessos de edição ou apenas visualização de maneira muito, muito granular.

Perfeito para equipes, como a que está trabalhando agora para levar todo o conteúdo fantástico deste blog até você!

Permissão e compartilhamento

Se estiver com um documento (seja ele texto, planilha ou apresentação) abertos, você verá este simpático botão azul no canto superior direito:

como usar o google drive: botão de compartilhamento

Pode estar escrito “Compartilhar”, se você usa o Google Drive em português.

Na interface web, você pode usar o ícone na barra superior, ou clicar com o botão direito no arquivo/pasta que quer compartilhar, desta maneira:

como usar o google drive: como compartilhar

Ao clicar em qualquer um dos dois, será apresentada uma caixa para que você configure os acessos. É bem fácil, veja só:

como usar o google drive: como compartilhar

Na barra “People” ou “Pessoas” você escolhe, dentro da sua lista de contatos, quem recebe o acesso. No botão cinza, à direita, você escolhe o nível de permissão, que pode ser:

  • Can edit/Pode editar: as pessoas listadas podem ver e alterar o conteúdo dos documentos
  • Can comment/Pode comentar: pode ver e adicionar comentários, mas estes só podem ser aprovados ou reprovados por quem tem permissão “can edit”.
  • Can view/Pode ver: pode acessar o documento, mas não pode realizar nenhuma alteração

Atenção! Por padrão, a permissão de “can view” também permite que a pessoa faça cópias (que serão editáveis editáveis) do seu documento.

A atribuição de permissão por email — esta que vimos acima — requer que a pessoa esteja logada em uma conta reconhecida pelo Google, para provar sua identidade. Esta maneira, entretanto, não é prática quando precisamos configurar a permissão em função do artigo em si, e não das pessoas que podem acessá-lo. Isto acontece, por exemplo, quando queremos incluir um time inteiro, ou deixar o artigo público para colaboração.

Nestes casos, você deve usar “Get shareable link”, ou as permissões avançadas de edição, nestes botões:

como usar o google drive: como compartilhar arquivos

O botão “Advanced” abre uma tela como esta:

como usar o google drive: link compartilhável

No topo, é exibido o link para os colaboradores, assim como botões para compartilhar o link. Abaixo, está a lista de pessoas com acesso a ele. Clicando em “Change”, configura-se qualquer combinação de atribuição de permissão e acesso:

como usar o google drive

Se o seu arquivo é público, ele pode ser descoberto por crawlers, e aparecer nas páginas de resultado do Google.

Em “anyone with the link” o acesso é permitido a todos, mas é necessário conhecer o link para chegar no arquivo.

Você consegue saber imediatamente que está vendo seu arquivo, olhando para o topo da tela. As pessoas logadas no Google aparecem com um nome e foto. Quem não estiver, é identificado como um “animal anônimo”:

Como compartilhar arquivos do Google Drive com contas de e-mail que não são do Google

O compartilhamento dos arquivos do Drive do Google só são permitidos para quem tem uma conta no Google. 

As contas do Google não precisam usar endereços do Gmail.

Uma Conta do Google é apenas um sistema de login unificado que oferece acesso a produtos do Google, como Google Drive, Documentos, Planilhas e Apresentações Google. Você pode associar qualquer endereço de e-mail a uma Conta do Google.

Se a pessoa não tiver uma conta, será necessário criar uma através deste link https://accounts.google.com/signupwithoutgmail

Exemplo: se a pessoa tem uma conta no uol.com.br ela poderá associar o email @uol.com.br com a Conta do Google sem precisar se inscrever no Gmail.

Dessa forma, você poderá compartilhar arquivos com essa conta @uol.com.br

Comunidade de Ajuda do Google Drive

Sabia que a Google oferece suporte a esses aplicativos gratuitamente? Pois é, e ainda mantém uma comunidade onde pessoas com diversos níveis de aptidão podem te ajudar.

Em caso de dúvidas não hesite em procurar uma solução por lá e abrir uma postagem nos fóruns que suas dúvidas podem ser respondidas imediatamente.

Claro que você pode deixar sua dúvida aqui nos comentário também. 😉

Turbinando sua conta com o Google One

Precisa de mais espaço ou mais funcionalidades? É possível fazer um upgrade com assinaturas que não são tão caras assim.

Planos da assinatura Google One (https://one.google.com/)

Mestre GDrive, que a força esteja com você!

Agora que você já é um verdadeiro mestre do Google Drive. Está pronto para montar seu time, produzir e colaborar na nuvem para realizar qualquer missão!

E não se esqueça de deixar suas dicas e dúvidas nos comentários! Até a próxima!

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Com licença, tô de TPA

Faltando poucos dias pro meu aniversário, canceriana até a medula (lua em câncer, inclusive) entro em estado de fluidez total e o máximo que vai sair de mim essa semana é isso: uma queda d’água de 30 metros ou, se preferir o sal, uma onda gigante de 30 metros que é pra surfista nenhum botar defeito. (menino do Rio…. calor que provoca arrepio…. ai ui!)

Fato é que tenho chorado excessivamente de saudade das minhas filhas e da minha neta. Esse distanciamento social imposto (não sou contra, pelamordedeos, não me entenda mal), me tira do eixo por que não se trata de querer ou não estar com alguém; trata-se de não poder. Não sei você, mas eu tenho sentido na pele, no sangue, nos ossos, no estômago, no coração, na cabeça a falta que me faz abraçar essas meninas. Estar com elas. Ficar em silêncio com elas. Ver um filme, comer pipoca, passear, tomar sorvete, ir a um lugar bonito pra ver o pôr do sol. Esse monte de coisinhas que a gente faz(ia) e nem se dá(va) conta de quanto é(ra) importante. Enfim. Sinto muito, por favor me perdoe, sou grata, eu te amo, mas estou mesmo de TPA – tensão pré aniversário.

Não estou esperando nada, como aconteceu no dia das mães, segundo domingo de maio, no qual fiquei achando que pudesse receber umas flores, um livro, uns bombons, um bilhete. Ser mãe e ser canceriana é avassalador. E olha que já aprendi a não gerar expectativas demasiadas depois de tantos anos morando longe delas, nos vendo em natais esporádicos e carnavais eventuais. Ocorre que estou entrando na envelhescência e meio que emburro num canto quando não entendo por que a vida é assim. Passa logo. Às vezes não muito logo. Só sei que não sei onde arrumo tanta lágrima pra derramar. E ninguém sabe chorar tão dramaticamente quanto uma canceriana, de preferência escondida. Sou daquelas que sente o gosto salgado da gota na boca, deixa que escorra pelo pescoço e vá parar no umbigo. Ou, se estou deitada, minhas orelhas viram um poço. E não enxugo. Deixo o tempo secar.

Mas de repente, recebo uma chamada de vídeo de uma delas e – plim – a distância se desfaz. Estamos juntas a um toque de tela e era aqui que eu queria chegar: viva a internet!!! viva a tecnologia!!! Imagina o que seria de mim, o que seria de nós, não fosse a rede mundial de computadores interligados, nesse ano e meio de pandemia? Nem poderia estar aqui chorando no ombro de vocês, sem a menor cerimônia. Sinto muito. Por favor, me perdoe. Sou grata. Eu te amo.

Semana passada comentei da minha rotina aqui no trabalho. Você leu, né verdade? Deixei um monte de pepinos pra Isa descascar. (hehehe) Mas o quê a Lana faz depois que o expediente se encerra? Então! Vou te contar. Chego em casa e, esfregando os pés no pano com água sanitária, meu olhar vai direto pro roteador. Todas as luzinhas estão verdes! Amém! Concorde comigo: que tristeza quando tem uma delas piscando em vermelho… Não dá vontade de chorar? Eu choro! Mas quando tá tudo verde, sinal aberto, vou pro banho mais tranqüila, faço meu chá na cafeteira (sim, serve pra isso também aquela engenhoca bonitinha e barulhenta!), ajeito meu ninho e ligo o notebook pra dar uma checada nos emails, no facebook, no instagam, na netflix (tô vendo a série Startup – sinistra! cada vez mais me convenço de que estamos sendo vigiados o tempo todo. e não apenas e tão somente pelos et’s. ui!). Pra ficar mais fácil de ver tudoaomesmotempoagora, abro também o whatsapp . O cabo de energia do note anda meio preguicento e, pra preservar a vida útil do bichinho, desligo a máquina enquanto ele se recupera. Eu sou uma pessoa bacaninha.
Faço a meditação com o japa Tadashi pelo youtube, no celular e, consciente do aqui e agora, com atenção plena no momento, vou me acalmando e dizendo pro espinho espetado no peito: “sai daí que esse corpo não te pertence”. Sinto muito. Por favor, me perdoe. Sou grata. Eu te amo.

A essa altura já tomei meu santo chá pra acalmar as bichas todas e … dormir? Nada! Vou escrever o post pro blog, que tem de estar pronto ainda hoje, pra passar pelo crivo de Isa antes de ir ao ar. Vocês viram que ela falou sobre a tal da nuvem na terça, né? Os demais quesitos levantados por esta que vos escreve deverão ser dissecados nas próximas semanas. Portanto, se liga aí que terça é dia de fogo no parquinho do blog. Quinta é dia de recreio. Amém! Bem tô precisada de mais leveza. A vida tá mesmo de lascar. Veja bem. Não tô reclamando. Só me permitindo chorar. Por que eu sinto muito. Sou infinitamente grata. Eu te amo demais da conta. Por isso e por todo o resto, me perdoe!

Obs.: Só pra deixar registrado por que sou a louca das datas e da contagem do tempo:
15/07/21 – 3 anos de Búzios, 1 ano e meio sem ver Luiza (a mais velha), 9 meses e 16 dias sem ver Giovana (a caçula) e Nalu (a filha da caçula, minha neta).

Obs2.: Você concorda que o tempo está voando mais do que o normal? Embora o mundo esteja, aparentemente, em ponto morto? William, o Shakespeare, tava muito certo quando disse que “há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia”. Se na época dele já se suspeitava disso, imagina agora, com esse emaranhado de frequências, vibrações, emissões, conexões, via cabos de rede e pensamentos?!?

Obs3.: Também é dele a frase: “Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente”.
Para bom entendedor, meia lágrima basta. Com licença, tô de TPA.

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O que é Nuvem e como fazer para acessar?

Se você não sabe o que é nuvem e como fazer para acessar, este post é pra você. Sendo cringe, eu já usava computadores antes da existência dos celulares. A gente fazia download de tudo e nossas máquinas precisavam ter cada vez mais espaço de armazenamento pra guardar filmes, séries, jogos, TUDO! Mesmo que a gente não fosse mais assistir era tão chato encontrar e esperar um download eterno acabar que a gente preferia guardar. Vai que… Porém na última década os hábitos mudaram. Agora jogamos, assistimos e ouvimos tudo por streaming. Basta ter uma boa conexão com a internet e tudo se torna acessível instantaneamente através da nuvem.

Tá, mas o que é nuvem e como fazer para acessar?

Falando tecnicamente a nuvem não é uma entidade física, mas uma vasta rede de servidores remotos ao redor do globo que são conectados e operam como um único ecossistema. Estes servidores são responsáveis por armazenar e gerenciar dados, executar aplicativos ou fornecer conteúdos ou serviços, como transmissão de vídeos, webmail, software de produtividade ou mídias sociais. Em vez de acessar arquivos e dados locais, de um HD externo, pendrive ou de um PC na sua rede local, você pode acessá-los online, usando qualquer dispositivo com acesso à Internet. As informações estarão disponíveis em qualquer lugar, a qualquer hora.

Atualmente o que não faltam são serviços online. Quer assistir filmes ou séries? Temos YouTube, Netflix, Amazon Prime, Disney+, Apple TV+, Globo Play… isso pra falar dos mais conhecidos. Agora se você deseja ouvir música pode recorrer ao Spotify, YouTube Music, Deezer, Resso, etc.

Como funciona o armazenamento em nuvem?

Mas nem só de streaming vive a nuvem. Pra aumentar a capacidade de armazenamento de computadores e celulares, fazer backup automático ou pra compartilhar arquivos temos disponíveis diversos serviços gratuitos e pagos. Entre os mais populares estão o Google Drive, Google Fotos, iCloud, One Drive e Dropbox. Podemos acessar todos estes serviços pela internet. Através de aplicativos no celular, programas de sincronização automática no computador ou site usando seu navegador preferido.

Uma curiosidade é que, muitas vezes, seus arquivos podem estar armazenados em outro país. Os servidores Google, por exemplo, estão hoje em 12 países: EUA, Canadá, Brasil, Inglaterra, Bélgica, Alemanha, Holanda, Índia, Singapura, Taiwan, Japão e Austrália. Imagina uma forma melhor de fazer backup? Ainda que haja uma catástrofe natural em algum desses países seus dados provavelmente estarão seguros. Porque a empresa faz cópias de segurança em servidores de diversos data centers. Um data center é um local físico que possui um alto nível de segurança digital e física.

Para acessar serviços na nuvem geralmente é necessário ter uma conta. Com ela você poderá compartilhar, editar e até mesmo excluir os arquivos armazenados na nuvem.

Como tudo na vida, o armazenamento na nuvem possui vantagens e desvantagens

Um ponto positivo é que não precisamos comprar hardwares para armazenar seus arquivos. Isso ajuda a baratear o custo dos dispositivos, reduz o peso deles e nos oferece infinitas possibilidades de acesso. Seja utilizando um ou vários serviços que possuem espaço considerável para armazenamento de forma gratuita. Seja expandindo o espaço de armazenamento através de assinaturas que são bastante acessíveis.

Além disso, quando utilizamos a nuvem acessamos arquivos sem a necessidade de encontros presenciais. Equipes podem trabalhar remotamente e compartilhar arquivos na nuvem.

A principal desvantagem é a necessidade de estar constantemente conectado à internet. Isso pode se tornar um empecilho, pois nem todas as áreas possuem conexões estáveis. Em diversos lugares os usuários podem enfrentar problemas para acessar seus arquivos.

Por que o nome nuvem?

Nós utilizamos o termo “nuvem” desde a criação da internet nos anos 70. Geralmente profissionais de tecnologia representam a internet com o desenho de uma nuvem.

o que é nuvem e como fazer para acessar
Desde os anos 1970 a palavra “nuvem” era utilizada para se referir à internet (Imagem: Reprodução/How-To Geek)

Dessa forma indicamos que não importa o caminho pelo qual a informação siga. Em tecnologias cliente x servidor o que importa são as pontas. Quem está acessando? Onde está a informação buscada? Quem será responsável por processar a requisição?

Dá pra gente imaginar o futuro desses serviços?

Dá sim. Existem serviços que não estão disponíveis no Brasil ou ainda não se popularizaram. No caso de serviços de streaming de jogos, como o PlayStation Now, a esperança é de que se tornem cada vez mais acessíveis ao público com o lançamento do Google Stadia e do Projeto xCloud da Microsoft.

Muitos avanços foram conquistados e não há limites para a tecnologia. E a esperança é de que as novas tecnologias se tornem cada vez mais acessíveis para o grande público.

Em breve irei publicar tutoriais para acesso a diversos serviços mencionados aqui, então siga a ITC nas redes sociais e fique sabendo de todas as novidades. Espero ter respondido a questão levantada pela @lanachueri no post “Papo reto…”. Se você também tem dúvida sobre esse assunto, seja ela sobre como usar ou mais técnica, deixa sua pergunta aqui nos comentários que a gente descomplica a tecnologia pra você.