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Como usar o Google Drive: guia com o passo a passo e dicas para aproveitar o que há de melhor na ferramenta

Quando falamos sobre Nuvem uma das ferramentas mais comentadas aqui em nossas redes sociais foi o Google Drive. Não é pra menos. A Google começou oferecendo um site de buscas que indexa tão bem a rede mundial de computadores que é considerada uma das maiores colaboradoras para a popularização da internet. Se antes dela os internautas eram obrigados a saber o endereço dos sites que queriam acessar, agora basta pesquisar por palavras-chave e todo o conteúdo disponível será oferecido em instantes. E a empresa não parou por aí. Criou uma suíte de serviços na nuvem incrível e gratuita! Isso mesmo. Grande parte desses serviços você encontra na Suíte Google Drive.

A decisão de criar aplicativos na nuvem foi tão importante na evolução da empresa Google que se fundiu totalmente ao seu DNA impactando diretamente sua missão estratégia e, por consequência, todas as suas ações. Isto a tornou a gigante da tecnologia que ela é hoje.

Missão estratégia da Google

Suíte Google Drive, sua maior aliada está na nuvem

Você certamente precisa ter acesso aos seus arquivos fora de casa. Seja no celular, notebook ou computador do trabalho, é comum que precisemos transitar com nossas informações de um lado pro outro, compartilhar e modificar estes documentos.

Talvez você tenha a minha idade, e costumava carregar por aí caixas de disquetes. Cada um com seus gloriosos 1.44 megabytes de espaço disponível. O suficiente para armazenar apenas duas fotos, destas que você tem às centenas no celular e posta no Instagram todo dia. Talvez você seja mais novo, e já tenha passado sua adolescência digital com pendrives dependurados no chaveiro, ou CDs regraváveis na mochila.

De qualquer maneira, se você ainda usa qualquer um destes métodos, você ficou para trás, amigo. Com as ferramentas de armazenamento em nuvem, isto tudo já é coisa de dinossauro. Para te tirar da pré-história, preparei este guia. Você vai aprender como usar com maestria um dos sistemas mais completos que existem hoje: o Google Drive.

Chapolin Colorado: Sigam-me os bons!

O que é o Google Drive?

O Google Drive é parte do Google Apps, o ecossistema de aplicativos que o Google desenvolveu para facilitar a vida de todos. Ele é o responsável por manter seus arquivos sincronizados entre diferentes máquinas e a internet, no seu espaço de armazenamento com o Google.

Mas reduzir o Drive apenas a um espaço de armazenamento é uma injustiça. Afinal, pareado com os outros aplicativos do ecossistema, ele não apenas disponibiliza seus arquivos, mas permite a colaboração em tempo real e compartilhamento deles.

Tudo isso num pacote bem fácil de usar, desde o computador até o seu celular.

O que o Google Apps inclui?

Como eu disse, a sacada aqui não é o Drive em si, mas seu ecossistema. Ele é disponível gratuitamente para pessoas físicas e custa baratinho para empresas. Coisa de 5 dólares por usuário/mês. Mesmo com o câmbio desfavorável, ainda é um ótimo custo/benefício.

No pacote você acha:

  • Gmail: um dos melhores clientes de e-mail, até hoje
  • Drive: armazenamento em nuvem
  • Docs (Documentos): Editor de texto, como Word e Writer
  • Spreadsheets (Planilhas): Editor de planilhas, à lá Excel
  • Presentations (Apresentações): Para fazer slideshows, como o PowerPoint
  • Hangouts ou Meet: Chat, com suporte à voz, vídeo e screensharing (compartilhamento da sua tela para que todos na chamada possam ver o que você vê. Excelente ferramenta para aulas virtuais)
  • Calendar (Agenda): Para organizar compromissos e tarefas
  • Contacts (Contatos): Lista de contatos e e-mails inteligente

Ainda há ferramentas para cursos online (Google Sala de Aulas), construção de páginas web (Google Sites), sistemas de segurança para empresas (Apps Vault e Admin Console), ferramentas de marketing (Google Analytics, Google AdWords e o Google Search Console), etc. Mas falar de todos elas em um único post é totalmente inviável, então se você quiser que eu descomplique alguma dessas outras é só pedir aqui nos comentários que eu preparo um guia exclusivo pra elas.

Quais as vantagens do Google Drive?

Provavelmente a maior força do Google Drive está na sua baixíssima barreira de entrada. Quer dizer, é muito fácil começar a usar o produto e se beneficiar dele. Leva poucos minutos para um usuário que está ali pela primeira vez entender a lógica geral das coisas e começar a fazer um bom uso.

Com preços que começam em zero reais, ele também uma alternativa muito econômica a outros pacotes como o Microsoft Office. Mesmo em seus planos pagos, o armazenamento tem preço justo e sua capacidade de criareditar e colaborar em documentos online é simplesmente fantástica.

Outro ponto forte é que praticamente qualquer sistema operacional é suportado. Além de rodar tranquilo direto do seu browser, existem plugins para o Chrome e aplicativos para iOS Android, assim como Windows Mac. Para quem usa Linux ou Windows Phone, ainda não há aplicativos nativos, mas o serviço está disponível via Google Sync ou através do browser do sistema. Por este mesmo método também é possível acessar os apps em sistema mais exóticos como o MIUI ou Ubuntu Phone.

É legal também lembrar que o Drive sincroniza outros arquivos como fotosvídeosarquivos compactados e formatos proprietários de outros softwares, como Photoshop e AutoCad sem problemas. Para estes arquivos não é possível fazer a edição online, mas eles ainda serão mantidos protegidos e sincronizados entre suas máquinas. O limite de tamanho é 5 TB (isso mesmo, TERAbytes). Mais que o suficiente para a maioria das pessoas.

Quais as desvantagens do Google Drive?

Apesar de ser extremamente útil, nem tudo aqui são flores. O Google Drive também tem suas falhas. A principal delas é que os arquivos criados pelos aplicativos Docs, Spreadsheets, Forms e Slides não são realmente sincronizados com o computador. O que o programa faz é colocar um placeholder, uma espécie de marcador, que diz para você o nome do arquivo e sua localização, mas não permite que você o edite fora do sistema.

Assim, se você sincroniza sua pasta de planilhas, por exemplo, vai saber quantas têm, seus nomes e localização, mas precisa retornar ao Spreadsheets para trabalhar nelas. Isto não chega a ser um grande problema quando a conexão com a internet está estável, mas sabemos que isto nem sempre é verdade em terras tupiniquins.

Outro problema é que se você não tem acesso aos aplicativos nativos, como em telefones com Windows, as versões mobile (site para celulares e tablets) são muito simples, sem muitas funcionalidades e até meio desajeitadas. Não servem para realizar nenhum trabalho minimamente sofisticado. Para contornar esse problema você pode abrir a página do Drive com o navegador de internet (e já que estamos falando de Google, recomendo usar o Google Chrome), abrir a página em versão “Para computador” e abusar do zoom pra conseguir usar a interface não adaptada para celulares. Já adianto que não é nada prático isso, mas se não der pra você usar em um computador, te recomendo paciência e desejo sorte. 🙄

Como usar Google Drive?

Existem duas formas principais de acessar seus arquivos no Drive: via sincronização na sua máquina (Windows e Mac, nativamente) ou através do cliente web. Para qualquer uma das duas, será necessário ter uma conta no Google.

Acessando via cliente web

Para acessar através do seu browser, basta ir em google.com/drive.

Os navegadores suportados são:

  • Chrome
  • Firefox
  • Safari
  • Microsoft Edge / Internet Explorer

Se você usa outros, como o Opera, ainda poderá ter acesso aos seus arquivos, mas algumas funções podem não ser executadas corretamente. No Google Calendar, por exemplo, é possível consultar seus compromissos, mas durante nossos teste não foi possível editar ou adicionar nada. Nos aplicativos Docs, Spreadsheets e Slides, podem acontecer erros de visualização e quebras inesperadas nas páginas.

O modo de edição offline (desconectado da internet), que, apesar de limitado é bem útil, só funciona no Google Chrome.

Acessando via aplicativo

Para instalar o Google Drive, você pode logar na sua conta, clicar na engrenagem no canto superior direito, e selecionar a opção “Fazer o download do Drive”.

como usar o google drive

Você também pode ir a google.com/drive/download/ e baixar o executável de lá. Esta página também tem atalhos para os aplicativos móveis de Android e iOS.

Ao clicar no botão de download, você precisa aceitar os termos de uso antes de baixar o instalador.

como usar o google drive: Tela do instalador. Só baixe o arquivo do site oficial!

O instalador não tem nem um megabyte, e vai baixar rapidinho. Quando você o abrir pela primeira vez ela vai baixar os arquivos necessários para rodar. Aqui levou menos de 30 segundos!

Em seguida, será apresentado um breve setup para configurar o programa. O primeiro passo é entrar com suas credenciais do Google. Em seguida, são apresentadas 4 telas com algumas informações sobre o aplicativo.

Então será criada uma pasta “Google Drive”, até com um ícone bonitinho, que é seu atalho para enviar e sincronizar seus arquivos. Veja:

como usar o google drive: Ícone da pasta do Drive no Windows 10

Na sua barra de notificações, ao lado do relógio, também haverá um ícone novo, indicando que a sincronização está ativa:

como usar o google drive: ícone da barra de notificações

Eu sei, tenho muitos arquivos.

O passo que eu recomendo que você faça imediatamente é clicar com botão direito neste ícone, depois clicar nos três pontinhos e ir em “Preferências”.

como usar o google drive: menu do drive

Ali você pode escolher se quer sincronizar todas as suas pastas, ou apenas uma parte delas. Talvez você não queira sincronizar os arquivos do trabalho no computador de casa ou vice-versa, por exemplo.

como usar o google drive: menu de preferências

Também é possível ver seu espaço disponível, escolher sobre a inicialização automática do programa e colocar limites na banda disponível para upload e download.

Agora que o programa está configurado, é só colocar os arquivos que você tem sincronizados dentro da sua pasta e acessá-los de qualquer lugar!

Dicas campeãs de como usar ao máximo o Google Drive

Agora que você já entendeu o básico sobre como o Google Drive funciona, é hora de colocá-lo para trabalhar! Veja algumas maneiras de extrair o melhor da ferramenta:

Garanta sua segurança com autenticação de dois fatores

Se você usa senhas como a sua data de nascimento, nome do seu cachorro ou apelido da namorada, apenas pare.

É sério, cara! Você está hospedando arquivos potencialmente importantes ali. Coisas de trabalho, faculdade, documentos pessoais. Você não quer isso em mãos erradas, não é?

Felizmente, existe uma solução simples e muito eficiente para isto: autenticação em dois fatores.

Isto quer dizer que, além da sua senha, também será necessário um fator adicional para entrar na sua conta pela primeira vez. Este fator pode ser um aplicativo instalado no seu smartphone ou o envio de um SMS para o seu celular.

É muito fácil e você só precisa de um telefone para fazer. Clique aqui e configure a sua.

Importe os arquivos que você já criou

Há uma boa probabilidade que você tenha documentos, entre textos, fotos e planilhas, que vão precisar ser carregados para dentro do Drive, agora que você viu a luz, digo, adotou o sistema.

Mas copiar e colar o conteúdo destes documentos seria um verdadeiro pesadelo, não é? Mas calma, sem problemas!

Importando pelo aplicativo web

Ao clicar em “new” você pode importar arquivos individualmente, ou mesmo uma pasta inteira numa tacada só.

O procedimento não poderia ser mais simples. É só navegar até o local escolhido e selecionar o arquivo ou pasta.

como usar o google drive: como importar um arquivo

Um detalhe importante é que você pode escolher se quer apenas hospedar os arquivos, ou também convertê-los para o formato que pode ser editado online nas ferramentas do Google.

Para fazer isto, basta clicar na engrenagem, do lado superior direito da tela, e em “settings” ou “ferramentas”. Você vai se deparar com estas opções:

como usar o google drive: opções do menu de ferramentas do google drive
  • Storage/Armazenamento: Mostra quanto espaço há disponível e dá opção para comprar mais
  • Convert upload: marque para converter seus arquivos automaticamente

Atenção! Converter arquivos do office com formatação rica, muitas fórmulas, VBA, e alguns recursos avançados pode estragar sua formatação! Faça esta migração com cuidado e sempre guarde um backup!

  • Language/Idioma: Troca a linguagem da interface, não interfere com os arquivos.
  • Offline: Permite que a listagem dos arquivos seja disponível offline, no seu computador.
  • Density/Densidade: Controla quanta informação a tela mostra de uma vez só. Eu prefiro o “confortable”, mas se você tem um monitor menor pode usar “compact” para mostrar mais coisas de uma só vez.
  • Create a Google Photos Folder/Criar uma pasta para o Google Fotos: Integra o serviço de fotos do Google no Drive. Especialmente útil para quem usa celulares android, que tendem a ter o Google Photos integrado como padrão. Também pode ser usado com iOS, bastando instalar o aplicativo.

Importando pelo aplicativo desktop

Como vimos acima, o aplicativo para desktops do Drive cria uma pasta virtual, que é uma espécie de espelho do seu armazenamento online. Assim, se você quiser subir um (ou muitos) arquivos para o drive, basta colocar eles dentro desta pasta. Mais simples impossível!

Quando você tem muitos arquivos, ou separa documentos de trabalho e pessoais, por exemplo, talvez não queira que todos os arquivos do drive tenham um espelho na sua máquina, certo? Sem problemas. É só clicar com o botão direito no ícone do aplicativo e voltar nas preferências. É o mesmo menu que você viu durante a instalação do programa!

Se você remover alguma pasta aqui, ela desaparece do desktop, mas permanece segura dentro do Google Drive!

Crie colaborativamente

Talvez este seja o meu recurso favorito do Google Drive. Através da plataforma você pode compartilhar os arquivos de forma controlada, além de dar acessos de edição ou apenas visualização de maneira muito, muito granular.

Perfeito para equipes, como a que está trabalhando agora para levar todo o conteúdo fantástico deste blog até você!

Permissão e compartilhamento

Se estiver com um documento (seja ele texto, planilha ou apresentação) abertos, você verá este simpático botão azul no canto superior direito:

como usar o google drive: botão de compartilhamento

Pode estar escrito “Compartilhar”, se você usa o Google Drive em português.

Na interface web, você pode usar o ícone na barra superior, ou clicar com o botão direito no arquivo/pasta que quer compartilhar, desta maneira:

como usar o google drive: como compartilhar

Ao clicar em qualquer um dos dois, será apresentada uma caixa para que você configure os acessos. É bem fácil, veja só:

como usar o google drive: como compartilhar

Na barra “People” ou “Pessoas” você escolhe, dentro da sua lista de contatos, quem recebe o acesso. No botão cinza, à direita, você escolhe o nível de permissão, que pode ser:

  • Can edit/Pode editar: as pessoas listadas podem ver e alterar o conteúdo dos documentos
  • Can comment/Pode comentar: pode ver e adicionar comentários, mas estes só podem ser aprovados ou reprovados por quem tem permissão “can edit”.
  • Can view/Pode ver: pode acessar o documento, mas não pode realizar nenhuma alteração

Atenção! Por padrão, a permissão de “can view” também permite que a pessoa faça cópias (que serão editáveis editáveis) do seu documento.

A atribuição de permissão por email — esta que vimos acima — requer que a pessoa esteja logada em uma conta reconhecida pelo Google, para provar sua identidade. Esta maneira, entretanto, não é prática quando precisamos configurar a permissão em função do artigo em si, e não das pessoas que podem acessá-lo. Isto acontece, por exemplo, quando queremos incluir um time inteiro, ou deixar o artigo público para colaboração.

Nestes casos, você deve usar “Get shareable link”, ou as permissões avançadas de edição, nestes botões:

como usar o google drive: como compartilhar arquivos

O botão “Advanced” abre uma tela como esta:

como usar o google drive: link compartilhável

No topo, é exibido o link para os colaboradores, assim como botões para compartilhar o link. Abaixo, está a lista de pessoas com acesso a ele. Clicando em “Change”, configura-se qualquer combinação de atribuição de permissão e acesso:

como usar o google drive

Se o seu arquivo é público, ele pode ser descoberto por crawlers, e aparecer nas páginas de resultado do Google.

Em “anyone with the link” o acesso é permitido a todos, mas é necessário conhecer o link para chegar no arquivo.

Você consegue saber imediatamente que está vendo seu arquivo, olhando para o topo da tela. As pessoas logadas no Google aparecem com um nome e foto. Quem não estiver, é identificado como um “animal anônimo”:

Como compartilhar arquivos do Google Drive com contas de e-mail que não são do Google

O compartilhamento dos arquivos do Drive do Google só são permitidos para quem tem uma conta no Google. 

As contas do Google não precisam usar endereços do Gmail.

Uma Conta do Google é apenas um sistema de login unificado que oferece acesso a produtos do Google, como Google Drive, Documentos, Planilhas e Apresentações Google. Você pode associar qualquer endereço de e-mail a uma Conta do Google.

Se a pessoa não tiver uma conta, será necessário criar uma através deste link https://accounts.google.com/signupwithoutgmail

Exemplo: se a pessoa tem uma conta no uol.com.br ela poderá associar o email @uol.com.br com a Conta do Google sem precisar se inscrever no Gmail.

Dessa forma, você poderá compartilhar arquivos com essa conta @uol.com.br

Comunidade de Ajuda do Google Drive

Sabia que a Google oferece suporte a esses aplicativos gratuitamente? Pois é, e ainda mantém uma comunidade onde pessoas com diversos níveis de aptidão podem te ajudar.

Em caso de dúvidas não hesite em procurar uma solução por lá e abrir uma postagem nos fóruns que suas dúvidas podem ser respondidas imediatamente.

Claro que você pode deixar sua dúvida aqui nos comentário também. 😉

Turbinando sua conta com o Google One

Precisa de mais espaço ou mais funcionalidades? É possível fazer um upgrade com assinaturas que não são tão caras assim.

Planos da assinatura Google One (https://one.google.com/)

Mestre GDrive, que a força esteja com você!

Agora que você já é um verdadeiro mestre do Google Drive. Está pronto para montar seu time, produzir e colaborar na nuvem para realizar qualquer missão!

E não se esqueça de deixar suas dicas e dúvidas nos comentários! Até a próxima!

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Upgrade: a melhor maneira de acabar com a tristeza

“Upgrade significa atualização ou melhoria, normalmente utilizada para atualizar uma versão antiga para uma mais recente de um determinado produto.

O termo upgrade é muito usado na área da informática e de equipamentos eletrônicos, se referindo a troca de um hardware, um software ou um firmware por uma versão melhor ou mais recente, melhorando a funcionalidade do equipamento.

Upgrade também é um termo usado para a compra de novos equipamentos, principalmente quando envolvem novas tecnologias”.*

Há tempos venho pensando na necessidade urgente urgentíssima de fazer um upgrade na minha vida. Sabe aqueles balanços ou retrospectivas que costumamos fazer ao encerrar um ciclo? Muito comum no dia 31 de dezembro ou no dia do nosso aniversário?

Pois é. Esquece. No último dia do ano não dá tempo de fazer absolutamente nada, quanto mais uma retrospectiva ou um balanço. No máximo você sai correndo pro supermercado mais próximo em busca de um peru ou de um tender e de um fardinho de cerveja. Rezando pra que o resto da população não tenha feito a mesma m que você: deixado isso pro segundo tempo da prorrogação, quando o juiz já não agüenta mais correr pra lá e pra cá. Nem você. Tudo que se sonha é que algum abençoado tenha tido tempo de, não apenas comprar, mas também de preparar o peru, o tender, o chester, o arroz com passas e a maionese. Ah! E o manjar de côco com calda de ameixa, ou, aquela gelatina toda colorida que trimilica alegremente na mesa cada vez que o grau etílico da moçada aumenta.

Já faz bastante tempo que não tenho um final de ano desse tipo, até por que, trabalhando em uma pousada, não existe último dia do ano. Ou melhor, existe, mas a gente trabalha dobrado pro povo festejar enquanto nosso  maior desejo não é pular sete ondas, mas sim apenas tomar um banho e se jogar na cama. Ossos do ofício. Cada um tem o seu e eu que lide e que lute. Já sei disso.

E o balanço de aniversário? Sabe qual? Aquela vontade danada que dá de pisar no freio e acelerar ao mesmo tempo, brincando com o tempo, permitindo que um ano se grude ao outro, trazendo lembranças de tudo o que vivenciamos pra chegar até aqui. Se me deixassem num canto, esquecida, bem possível que eu ficasse horas e horas (re)passando a vida à limpo. Pra quê? Pra fazer um upgrade! Pra ficar com aquilo que agrega e deixar ir o que já não faz mais sentido.

De uns tempos pra cá tenho me permitido usar e abusar dessa tecnologia a meu favor. Descobri que é muito saudável “atualizar uma versão antiga para uma mais recente”. Não estou falando de botox, silicone, tinta. Nada dessas químicas. Me refiro à atualização interna que, na minha opinião, é o que realmente importa. De que adianta estar tinindo por fora e trincada por dentro?

Nesse quesito tenho me dado ao luxo de introduzir em minha rotina alguns hábitos que me servem de alavancas, gatilhos pra me fazer feliz, tipo: meditações, ritos tibetanos, alongamentos, relaxamentos que – isso sim, sem dúvida! – me ajudam a fazer um upgrade bacaníssimo. Como diria um conhecido meu, a essa altura da vida, a beleza interna é o que há!

Aliado a esse autocuidado, tenho também me dedicado a aprender. Em um dos livros da Trilogia do Rei Artur, de Bernard Cornwell, Merlin diz para Derfel que quando se está triste demais, o melhor que fazemos é aprender algo novo. Já faz tempo que devorei essa coleção belíssima, e esse trecho nunca mais saiu da minha cabeça. Aprender quando se está triste, pra espantar a tristeza. E dá muito certo, especialmente pra alguém que, como eu, é chegada numa deprê existencial.

Escrever pra um blog é coisa simples – você deve estar pensando –  porém, escrever sobre um assunto que desconheço (a tal da tecnologia) é um baita desafio e, além disso, mexer com as ferramentas do WordPress, o Sistema de Gerenciamento de Conteúdo, que nos possibilita bater esse papo aqui é ainda um mistério pra mim. Mistério esse que hei de desvendar, assim que meus horários livres baterem com os da @isacolucci, minha mestra querida que tem uma paciência ilimitada para meus “por quês” e meus “como assim”.

Pra fechar minhas indagações da semana, solicito à nossa chefa/líder que inclua na sua lista de “coisas que a Lana me perguntou” os termos citados lá no início: hardware, software, firmware e, se possível, também como lidar com o WordPress. Mexi com ele uma única vez e, por mais didática e talentosa que Isa seja quando veste o jaleco de professora, eu sou daquelas alunas avoadas que, mesmo sentando na primeira carteira, fica desenhando estrelinhas na borda do caderno. Quando me dou conta, deixei passar aquele detalhezinho super importante que, se não for aplicado, leva todo o conteúdo pra lixeira. Ui!

Firme no propósito de aprender e de fazer com que a massa cinzenta que ainda me resta se exercite e se mantenha ativa, prometo me empenhar mais na próxima aula. E prometo também organizar meus horários e parar de desenhar estrelinhas… Mas você viu como tá sensacional essa lua cheia? Parece até que ela fez um upgrade!

Tá. Parei.

*Fonte:  https://www.significados.com.br/upgrade/

blog_2_apresenta-isa-itc

IT Consulting Tin-Tin Por Tin-Tin

“Boa tarde… Vc poderia me informar tin-tin por tin-tin, o que é a sua empresa? Grato!!!”. Essa foi a mensagem que recebemos via Direct no Instagram do @henrique_hnc logo depois de postarmos que nosso novo site estava no ar. É tenta coisa acontecendo por aqui, Henrique, que realmente acho muito necessário me apresentar, tanto como pessoa jurídica quanto física.

Quem é Isa Colucci na fila do pão?

Me apresentar como pessoa física é crucial porque a ITC (apelido carinhoso dado à IT Consulting) nasce de um sonho pessoal de liberdade, como MEI (Microempreendedora Individual), depois de trabalhar por anos em fábricas de software. Me chamo Isa Colucci e até esse nome foi cunhado ao longo da minha existência empreendedora. Lá no comecinho dessa história toda eu era Isabela, uma analista de sistemas metódica, séria demais e até um pouco sisuda.

Já nessa vivência, dentro de um ambiente muitas vezes insalubre, eu lidava mais com pessoas do que com máquinas. Inicialmente oferecendo suporte aos produtos desenvolvidos pela fábrica, depois como analista fazendo levantamento de requisitos, testes de qualidade, muitas vezes alocada (e outras tantas aloucada) em cliente para servir de ponte (e tradutora) entre quem acha que sabe o que quer e quem acha que é dono da verdade. Uma vida tranquila onde me sentia como a corda de um cabo de guerra, sempre desviando de milhares de copos de café e caixinhas de tarja preta, com hora pra chegar e sem hora pra sair. Até me encher disso tudo, jogar um “bom emprego” pro alto, me olhar no espelho e perguntar: E agora, José?

Nasce a IT Consulting

Eu não sabia muitas coisas sobre a vida e tinha também muito a aprender sobre a profissão, mas uma coisa eu sabia: eu era muito boa no que fazia! E amava tecnologia como amo música, então, a resposta que dei àquele reflexo perdido de mim mesma foi: nós duas, vamos seguir o conselho de Geraldo Vandré e Chico Buarque, “caminhando e cantando e seguindo a canção”. Mas será a nossa canção! Eu, com minhas convicções, vou abrindo caminho pra nossa “banda passar” e você com suas dúvidas, mas cheia de sonhos, vai garantir que ela siga “tocando coisas de amor”!

Se ainda não sabia o que a ITC seria, a certeza que restava consistia em conhecer o que ela não seria! Não seria mais uma fábrica de software. Não seria um lugar onde se falasse em tecniquês. Não seria uma ode ao nerdismo egocêntrico, e porque não dizer falocêntrico, onde alguém se sentisse mais por ter um determinado conhecimento. Não bateria a porta na cara da diversidade, formatando pessoas como robôs, olhando atravessado quem se veste dessa maneira ou fala daquela outra. E nunca se tornaria um ambiente insalubre! Dito isso, agora eu precisava determinar o que seria oferecido como serviço. Hora da Isabela sisuda e a Isa sonhadora sentarem juntas e validarem suas ideias. Ah, chama a Isabela professora também, porque na ITC aquele curso de formação de professoras (vulgo curso Normal) vai ser muito útil!

Assim nasceu a IT Consulting, há uns 10 anos atrás (ainda que a formalização só tenha chegado em 2017)! E só depois de muito tempo e conhecimento acumulado eu descobri que talvez esse não fosse um bom nome… mas isso é papo pra outra postagem.

Serviços que oferecemos

Como minha maior experiência era em fábricas de software, pensei: claro que o primeiro serviço que vou oferecer é o desenvolvimento de sistemas personalizados! Saco bastante de análise, me garanto em programação e o que eu não souber logo de cara, estudo e aprendo. Sempre fui autodidata mesmo… Vai dar tudo certo! Certo? ERRADO! Beleza, você desenvolve uma solução supimpa pro seu cliente, mas QUE CLIENTE?! Quem vai vender essa bagaça aí que a sabichona aqui vai programar? Pois é… Meu primeiro serviço era rentável, mas bastante difícil de vender, já o desenvolvimento de sites era mais tranquilo e rapidamente se tornou o carro-chefe da empresa.

Em tempos de vacas magras percebi a receita cair muito! Olhando o mercado pude perceber que as pessoas tinham cada vez menos possibilidades de investir e mais necessidade de remediar. Hora de tirar a poeira daquele cursinho de manutenção de computadores que fiz antes mesmo da faculdade, lustrar os conhecimentos reciclando com um curso de manutenção de placas-mãe pra agregar um pouco de eletrônica e oferecer oficialmente como serviço aquilo que já fazia para amigos e parentes. E deu super certo! Apesar de ter uma margem de lucro menor, foi consertando computadores que a ITC atravessou sua primeira crise e de quebra conquistou seu primeiro contrato (que é nosso cliente até hoje ❤), garantindo uma renda fixa que aumentaria gradativamente a seguir.

Vencida a crise, hora de me aventurar um pouco mais. Se o desenvolvimento de sistemas não emplacou num primeiro momento, como eu posso aproveitar tantos anos de fábrica e os conhecimentos valiosos acumulados nesse período aqui na ITC? Consultoria! Aí sim! Se você soubesse a quantidade de empresas que não tem uma equipe de TI, contratam o serviço de desenvolvimento de uma fábrica (muitas vezes renomada e cobrando caríssimo) e se sente perdida (e porque não dizer enrolada) por não saber acompanhar o projeto, não saber cobrar o produto contratado, vendo seu tempo e dinheiro escorrendo pelo ralo sem ter o sistema pronto para implementação… E é disso que a ITC trata! Descomplicar, fazer a ponte entre as pessoas e as máquinas (ainda que estas sejam pessoas que se comportam como máquinas)! E deu super certo! Achei o caminho que vinha buscando e voltei a me envolver com projetos, mas dessa vez sem a dor, só a delícia de ser o que é.

Foi administrando esse tripé: desenvolvimento, manutenção e consultoria, que eu e a ITC fomos atingindo a maturidade e a estabilidade almejada. Mas empreendedor parece que tem bicho carpinteiro (ou seria pelo corpo inteiro?) e tá sempre inventando moda. E essa que vos fala não foge à regra. Hora de agitar as coisas por aqui e crescer. Primeiro expandindo a rede de parceiros, depois convocando e contratando aliados. E é esse o momento que estamos vivendo agora, com uma nova identidade visual, um novo posicionamento e um novo serviço: Marketing Digital.

Quem é o time ITC?

Sim, nas eras das redes sociais tem muito empreendedor que não está dando conta de tocar seu negócio e ainda se posicionar digitalmente. Isso foi um desafio pra mim e alguns clientes que consumiam outros serviços relatavam a mesma dificuldade. Se sozinha eu não teria a menor possibilidade de dar conta do volume de trabalho e conhecimentos diversos necessários para oferecer esse serviço com a qualidade chancelada pela ITC, o caminho seria me cercar de pessoas confiáveis e competentes para a tarefa.

Além de fazer cursos, estudando tudo a respeito até me sentir apta a garantir mais esse serviço, me aliei a um amigo de longa data, Thiago Bezerra, social media e CEO da Media Outdoor Online, conferindo um respaldo técnico necessário, uma visão estratégica para apontar a direção a ser tomada pelas campanhas de cada cliente e a metrificação dessas campanhas, para gerar relatórios mensurando o retorno de todos os esforços empregados.

Mas nem só de estratégias vive uma campanha de marketing digital. É preciso tempo, ideias e mão na massa pra gerar conteúdos e manter a presença digital constante, tão necessária pra ter resultados digitais e reais. E para essa tarefa eu consegui recrutar um timaço: Aline Pintor e Vivian Colucci garantem que as redes se mantenham de fato sociais e Lana Chueri traz o conhecimento jornalístico e da língua portuguesa, imprescindíveis às postagens de blog (aproveita e me ajuda com essa revisão aqui @lanachueri?).

Onde queremos chegar?

O céu é o limite! Mas precisamos construir uma ascensão sólida pra esse foguete não explodir no ar. Por agora queremos oferecer uma suíte de serviços completa para empreendedores, pequenas e médias empresas:

  1. Um endereço digital: ter um site é fundamental para existir nesse mundo digital.
  2. Ser encontrado pelo cliente: ter um blog, além de um site otimizado (SEO) favorece a indexação por buscadores como o Google. Dessa forma quando um cliente precisar e buscar, sua chance de aparecer na primeira página aumenta (e com ela as oportunidades para fechar novos negócios).
  3. Fortalecer a marca: apesar do nome pomposo, branding, tornar uma marca forte é fundamental para o cliente escolher você ao invés de outra empresa na hora da compra. Por isso é tão importante estar presente e comunicar bem aquilo que se propõe a fazer e ser. Esse laço de identificação entre a marca (que pode representar uma pessoa ou empresa) e seu público se constrói aos poucos, mas é muito valioso.
  4. Fechar a venda: e nos tempos atuais essa venda pode ser totalmente digital, através de uma loja virtual, por exemplo.
  5. Criar e acompanhar processos: implementar uma cultura corporativa não precisa ser algo quadrado ou inflexível, mas é imprescindível quando o objetivo é profissionalizar, expandir e gerenciar bem um negócio. Em alguns casos adotar um sistema personalizado próprio, ou adquirir alguma solução já existente no mercado, pode ajudar e muito a execução das tarefas diárias. Mas uma consultoria vai muito além de sistemas. Entender o que a empresa se propõe, conhecer sua trajetória até ali, vislumbrar aonde se quer chegar e construir o caminho até lá, identificando atalhos, ferramentas e necessidades. É disso que se trata um bom consultor.
  6. Manter tudo em pleno funcionamento: suas máquinas não podem te deixar na mão durante essa trajetória. Seja realizando manutenção preventiva, remediando o mau funcionamento do computador, ou mesmo recuperando aquelas informações perdidas que não foram copiadas em local seguro.

Em cada um desses passos, você pode contar com a ITC.

BLOG_Capa-Lana

O quê que eu tô fazendo aqui

Olá pessoal! Eu sou Lana, formada em Jornalismo, atualmente recepcionista de uma Pousada em Búzios, Rio de Janeiro. Costumo dizer que esse foi meu maior salto quântico até agora: mudei de profissão, de cidade e deixei minha zona de conforto quietinha lá no interior de São Paulo. Fui convidada pela Isa pra fazer parte desse time que teima em descomplicar a tecnologia pra nossa vida ficar mais fácil. Sim, eu também faço parte dessa tribo que teve de se adaptar aos avanços tecnológicos, sob o risco de ficar assistindo o jogo da arquibancada.

Faço 58 anos esse mês e quanto mais o tempo passa mais me convenço que sei bem pouco sobre esse bicho de sete cabeças cheio de botões, fios, entradas, saídas, programas, luzes piscantes e que fala com a gente em inglês! Sem a menor cerimônia!

Sou do tempo da máquina de escrever, gente! Fiz meu TCC numa Olivetti pititica, metida à besta de tão barulhenta, com papel carbono. Hurum! Papel carbono, moçada! Dá uma googleada aí, só por curiosidade.

Isso foi na década de 90, quando computadores começavam a aparecer em algumas faculdades e em raríssimas casas. Tipo televisão, na década de 70, ter um PC em casa era quase uma ostentação. Celular então era coisa dos Jetsons. Enfim, sob protesto, tive de me render e trocar a maquineta pelo teclado. Entre curiosa e assustada fui me adaptando e até a página 20 eu vou de boa. Mas se me pedirem pra fazer mais do que CTRL C/CTRL V ou CTRL P ou ainda CTRL ALT DEL eu vou precisar dos universitários. Tá, também não é assim. Tem coisas que a gente faz no dia a dia e nem sabe muito bem como é que fez, “só sei que é assim…”

Olha que engraçado. Há uns dois meses comecei a mandar currículos pra vagas de comunicação. Estava (estou) em busca de uma renda extra, home office, pra tentar segurar o rojão da pandemia que estourou todos os orçamentos. Cara! Até pra ser revisor ou conteudista (sim! isso existe! descobri!) você precisa “ter domínio da linguagem tal, experiência no sistema coiso de tal e, além da formação em comunicação, ter inglês fluente e informática básica. Ok! Ocorre que tive de separar um tempo da minha vida pra cuidar da minha vida. Eu tive duas filhas, já sou avó e enquanto as meninas eram pequenas me separei do pai delas, ou seja, fui pãe por muitos anos, até que elas voassem com asas próprias. Sorry, darling! I didn’t have time to take English and computer courses. (viva o Google tradutor, né?)

Mas tem muitas ferramentas que podem nos ajudar a transformar esse bicho de sete cabeças em um animal de estimação. Sempre achei que o homem perderia as rédeas da tecnologia. De todo não estou errada. Porém, fico bem feliz quando esse potencial virtual é usado para o bem. No caso, aqui, o objetivo é que a gente possa domesticar o dragão e alçar voos incríveis, sem perturbar tanto os universitários. Sinceramente não sei muito bem qual a minha função aqui além de escrever, coisa que amo de paixão e que me serve também de terapia. Pelo que entendi, Isa quer que esse nosso encontro semanal seja pra trocar em miúdos, técnicas e palavreados que só a turma de TI consegue entender. Acho que podemos tentar! E conseguir! Quem vamos?