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O tempo passado, presente, futuro

Minha cabeça dá voltas e voltas com tanta informação que Isa postou na quinta (sobre o Google Drive) e na terça (sobre como abrir mais espaço no celular). Gendocéu! Quem mandou querer aprender? Quem mandou? Agora eu que lute. E principalmente que aplique! Sim, por que conhecimento sem prática perde todo seu efeito.

Bem tentei encontrar um tempo pra reler o passo a passo do Google Drive e de como deixar mais leve o celular. Ainda falta a segunda aula do WordPress. Tô bem chateada de não ter conseguido me organizar, de chamar a Isa pra um “oi, socorro, acode aqui”, mas os dias e as noites escorreram pelo tempo.

Não justifica, mas ocorreram alterações de horários aqui no trabalho. Alguns dias o expediente é das 8h00 às 17h00 e em outros é das 13h00 às 22h00 e, sinceramente, tô muito confusa. Tenho dormido mal, acordado com o coração na boca achando que tô atrasada ou, ao contrário, pulando da cama muito mais cedo do que o necessário e, nessas, o espírito acaba entrando pelos pés e a cabeça, que já não anda muito certa, vira uma centrífuga descontrolada.

De forma que venho por meio deste registrar que não fiz a lição de casa e por isso corro o risco de perder as estrelinhas que ganhei semana passada. Enfim. Não consegui. Dou a mão à palmatória. Pode carimbar minha caderneta e me dar três dias de suspensão, se for o caso. Ando merecendo.

Sim, por que com a cabeça zoada, quem paga a conta (também) é o corpo. Minha alimentação sofreu um aumento de carboidratos e isso mexeu com o intestino que se nega a funcionar como um relógio. E como poderia, diante de tanta turbulência? Sinto o efeito estufa (de estufar mesmo) nas minhas roupas e isso me incomoda pacas, cotias e tatus.

A outra parte da conta quem vem pagando é a alma, esta sim, sedenta por alterações e, no entanto, presa está e presa continuará neste corpo que virou um peso vivo que até se debate e luta por mais ar. Mas não tem conseguido chegar a lugar algum nesse agosto frio.  

Pois é. Agosto. Já ou ainda? O passar do tempo tem sido uma lâmina de dois fios. Uma balança que não se equilibra. Esta semana me dei conta que estou muito perto de me tornar uma sexagenária. Isso deve explicar o motivo de ter sido recusada em uma entrevista de emprego. “Após analise (sic) de seu currículo e das oportunidades que possuímos neste momento, não nos foi possível encontrar uma posição a (sic) qual pudéssemos conciliar suas competências x remuneração”.  A resposta via e-mail me fez pensar em duas coisas: 1 – sou muito cara; 2 – sou muito velha.

A princípio fiquei bem triste e decepcionada porque a entrevista, por videoconferência, foi bacana. O papo rolou solto, fui bastante sincera com relação a competências e remuneração e aguardei a resposta ansiosa, sem nenhuma certeza de que estaria mesmo disposta a enfiar a vida na mala e promover mais uma baita mudança na vida. Tanto que não pesquisei nada a respeito da cidade, das condições de moradia, dos índices de vacinação. Nada. Só aguardei a resposta ansiosa, olhando o whatsapp várias vezes na data que ela deveria chegar. Não chegou. Por acaso abri meu e-mail e lá estava ela: curta e grossa. “Ficaremos com seu contato para oportunidades futuras”.

Oportunidades. Futuras. O quê eu espero, sonho, mereço? O que me faz sorrir sem perceber? De onde vem a força que me levará além dos 60, quando, acredito, estarei com um pé em cada prato da balança e a lâmina afiada cravada no alvo? Fala aí, universo? Não acha que chegou a hora de me fazer um carinho? Que tal aquela kombi home anfíbia? Hein?

(…)

Vou dar um tempo pro universo. Enquanto isso me organizo melhor, ajeito a agenda, encaixo os deveres e os prazeres na roda das horas e aprendo especialmente a ser grata por tudo que vivi e aprendi até aqui. Por todas as mãos estendidas e pelas portas na cara. No final tudo acaba virando benção. Mas isso a gente só vai saber depois que o passado vira futuro. O presente, o hoje, o tal do aqui e agora é que nos arranca dos devaneios com o que já foi ou com o que será. E velha é a sua vó, tá? Eu sou é muito cara!

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