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O quê que eu tô fazendo aqui

Olá pessoal! Eu sou Lana, formada em Jornalismo, atualmente recepcionista de uma Pousada em Búzios, Rio de Janeiro. Costumo dizer que esse foi meu maior salto quântico até agora: mudei de profissão, de cidade e deixei minha zona de conforto quietinha lá no interior de São Paulo. Fui convidada pela Isa pra fazer parte desse time que teima em descomplicar a tecnologia pra nossa vida ficar mais fácil. Sim, eu também faço parte dessa tribo que teve de se adaptar aos avanços tecnológicos, sob o risco de ficar assistindo o jogo da arquibancada.

Faço 58 anos esse mês e quanto mais o tempo passa mais me convenço que sei bem pouco sobre esse bicho de sete cabeças cheio de botões, fios, entradas, saídas, programas, luzes piscantes e que fala com a gente em inglês! Sem a menor cerimônia!

Sou do tempo da máquina de escrever, gente! Fiz meu TCC numa Olivetti pititica, metida à besta de tão barulhenta, com papel carbono. Hurum! Papel carbono, moçada! Dá uma googleada aí, só por curiosidade.

Isso foi na década de 90, quando computadores começavam a aparecer em algumas faculdades e em raríssimas casas. Tipo televisão, na década de 70, ter um PC em casa era quase uma ostentação. Celular então era coisa dos Jetsons. Enfim, sob protesto, tive de me render e trocar a maquineta pelo teclado. Entre curiosa e assustada fui me adaptando e até a página 20 eu vou de boa. Mas se me pedirem pra fazer mais do que CTRL C/CTRL V ou CTRL P ou ainda CTRL ALT DEL eu vou precisar dos universitários. Tá, também não é assim. Tem coisas que a gente faz no dia a dia e nem sabe muito bem como é que fez, “só sei que é assim…”

Olha que engraçado. Há uns dois meses comecei a mandar currículos pra vagas de comunicação. Estava (estou) em busca de uma renda extra, home office, pra tentar segurar o rojão da pandemia que estourou todos os orçamentos. Cara! Até pra ser revisor ou conteudista (sim! isso existe! descobri!) você precisa “ter domínio da linguagem tal, experiência no sistema coiso de tal e, além da formação em comunicação, ter inglês fluente e informática básica. Ok! Ocorre que tive de separar um tempo da minha vida pra cuidar da minha vida. Eu tive duas filhas, já sou avó e enquanto as meninas eram pequenas me separei do pai delas, ou seja, fui pãe por muitos anos, até que elas voassem com asas próprias. Sorry, darling! I didn’t have time to take English and computer courses. (viva o Google tradutor, né?)

Mas tem muitas ferramentas que podem nos ajudar a transformar esse bicho de sete cabeças em um animal de estimação. Sempre achei que o homem perderia as rédeas da tecnologia. De todo não estou errada. Porém, fico bem feliz quando esse potencial virtual é usado para o bem. No caso, aqui, o objetivo é que a gente possa domesticar o dragão e alçar voos incríveis, sem perturbar tanto os universitários. Sinceramente não sei muito bem qual a minha função aqui além de escrever, coisa que amo de paixão e que me serve também de terapia. Pelo que entendi, Isa quer que esse nosso encontro semanal seja pra trocar em miúdos, técnicas e palavreados que só a turma de TI consegue entender. Acho que podemos tentar! E conseguir! Quem vamos?

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