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#Girls4Tech: Por Mais Mulheres na TI

Estamos na reta final de março, mês dedicado às lutas feministas e eu não poderia deixar de falar sobre o assunto aqui. Como mulher, feminista e analista de sistemas (que também programa) sinto muita falta de mulheres colegas de trabalho principalmente em cargos como programadora, arquiteta e gerente de projetos.

Meu questionamento não se dá por falta de representatividade. Tivemos e temos mulheres incríveis fazendo tecnologia nas suas diversas áreas. Inclusive a programação moderna foi criada por uma mulher, obrigada Ada Lovelace! O que me intriga é a quantidade, em termos percentuais, ser tão discrepante entre homens e mulheres neste mercado de trabalho (e aqui nem estou entrando no mérito das diferenças salariais).

Em busca de respostas principalmente no último ano passei a observar melhor as mulheres que conheço na profissão, a estar mais atenta à meninas na fase de escolha das suas profissões e também às bem pequenas e como são estimuladas a brincar e pensar. Dentre as adultas percebi que muitas chegaram à profissão, mas que esta não era a sua primeira opção. Aproveitaram uma oportunidade de trabalho e aqui estão. Não que não gostem do que fazem, muito pelo contrário, encontraram na tecnologia sua paixão, apenas não cogitavam essa hipótese antes.

Já as meninas de hoje, possíveis profissionais de amanhã, tiveram mais contato com elementos tecnológicos e mesmo assim pensam que não é pra elas. Quem disse que não? Talvez o problema foi ninguém ter dito que sim. E tendo a crer que realmente seja essa a questão. Quantas meninas são incentivadas a gostar de tecnologia desde o início da sua infância? Gostar de videogames, computadores… Não são brinquedos oferecidos aos meninos, enquanto elas já carregam bonecas embaixo do braço antes mesmo de aprenderem a falar? Só depois de maiorzinhas têm um tablet ou celular não. Para quê? Assistir vídeos e sonhar ser uma princesa da Disney – e é claro que não encontramos muitas princesas hi-tech, não é mesmo?

Nas minhas incessantes buscas por equalizar melhor essas diferenças conheci algumas iniciativas simplesmente fantásticas e gostaria muito de compartilhar algumas com vocês hoje.

#Girls4Tech

Até o ano passado (março de 2019) a EBANX em parceria com a Junior Achievement Paraná desenvolveram um projeto incrível oferecendo curso básico de programação gratuitamente por mulheres e para mulheres que quisessem ingressar no mercado. Eu cheguei a me cadastrar pela plataforma Udemy, mas infelizmente o curso já não aceita mais inscrições no momento. Quem se inscreveu – como eu – ainda tem acesso aos conteúdos disponibilizados, o que me suscitou a vontade de multiplicar os conhecimentos expostos ali para que mais meninas acessem.

Hoje buscando pela hashtag vi que também a MasterCard possui um programa de incentivo (ao que parece ativo) para meninas na tecnologia, mas não estava disponível no site MasterCard Brasil. Uma pena, né?!

Outras Iniciativas Que Valem Sua Visita

Mulheres em Tecnologia da Microsoft

Uma das gigantes da tecnologia também quer ver mais mulheres na TI. A Microsoft criou o programa Mulheres em Tecnologia, voltado para quatro perfis distintos: garotas em fase escolar, garotas na faculdade, mulheres profissionais de TI e mulheres empreendedoras.

Programaria

Programaria é um grupo de mulheres de diferentes áreas que se juntou pra aprender a produzir tecnologia e inspirar outras mulheres a fazê-lo.

Empoderar mulheres através da tecnologia diminuindo o gap de gênero no mercado de trabalho. É isso que fazemos.

E elas criaram um hotsite muito detalhado sobre as razões pelas quais encontramos tão poucas mulheres na tecnologia.

Por tudo isso fiquei com muita vontade de trazer essa ideia pra dentro da ITC. O que acham, mulheres da minha rede? Topam o desafio de reacendermos a hashtag #Girls4Tech aqui no Brasil?

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