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Alô? Alguém aí?

Esta semana somaram-se cinco anos da passagem de dona Lídia, minha mãe. Ela embarcou no segundo domingo de agosto de 2016, dia dos pais e, em algum momento, durante o velório, rimos amarelo ao brincar que tinha dedo do meu pai na história pra ela partir em data tão especial e importante.

Cinco anos sem a mãe, 14 sem o pai, posso dizer que sou uma órfã com certo grau de experiência em me virar sozinha. Porém tem dias me dá uma vontade insana de pegar o telefone e contar como vou indo, perguntar como estão, como se não houvesse uma linha divisória entre as dimensões que habitamos. A ciência já inventou tanta coisa, por que não um aparelho mágico que nos possibilite falar do térreo para o andar de cima?

Tenho saudades. Nosso tempo juntos aqui nesse planeta não foi um mar de rosas. Longe disso. Mas hoje sei que foi o melhor que poderia ter acontecido. Havia uma afinidade bacana com meu pai, mas com minha mãe, ao contrário, era quase impossível de existir concordância em qualquer assunto que fosse. Da novela ao futebol. Mas eles eram meus pais e por mais difícil que tenha sido nossa convivência a sensação de orfandade é um buraco negro, um vazio, uma escada sem corrimão, uma casa sem lenha no fogão.

Quando me pego pigarreando como meu pai ou descansando a mão entre o queixo e o ombro como minha mãe comprovo a teoria de que, mais do que genética, temos ligações atemporais e sim: somos nós que escolhemos essas almas para nos transportar a esse mundo.

E eu cheguei chegando! Quase matei minha mãe no parto que durou 18 horas e teve de ser feito a fórceps porque a bonita aqui colocou o braço na frente e empacou. Nem pra frente nem pra trás. Detalhe: eu pesava 4.600 kg. Dá pra imaginar o tamanho do estrago? Não foi a toa que decorei o “Cântico Negro” de José Régio. Tem um trecho que diz assim: “A minha glória é esta: criar desumanidade! Não acompanhar ninguém. – Que eu vivo com o mesmo sem-vontade com que rasguei o ventre à minha mãe. Não, não vou por aí! Só vou por onde me levam meus próprios passos”… Então!

Eu não fui flor que se cheire, admito. Beiçuda. Era meu apelido na família. Pra arrancar um sorriso de mim a coisa tinha que ser muito, mas muito divertida. Fugi do pré. Larguei até a lancheira. Não achava graça nenhuma em pintar, desenhar, mexer com massinha. Queria era brincar no quintal da minha vó, com barro, florzinhas e imaginação. Foi pra lá que corri pra me esconder do mundo. No fundo, sempre fui autista em certo grau. Na fase de alfabetização sofri e fiz sofrer. Não me adaptava a nada nem a ninguém. Queria ser aluna da minha mãe! Ela era professora primária em dois períodos e fazia faculdade à noite. Ou seja: eu tinha saudade e queria ela! Compreende agora?

Agora eu compreendo. Aquele ritual de passagem foi mais um parto. De cócoras. Em cima do toco. Atravessei o “Caminho Suave” e a “Cartilha do Dudu” e, a partir da segunda série, nem sei como, engatei a marcha e virei a CDF da turma, na primeira carteira, óculos com lentes fundo de garrafa, estrábica, cabelo joãozinho. Me pergunto como consegui fazer amigos com aquela cara de jaguatirica na TPM. Ui!

Aí veio a adolescência e o bicho pegou feio entre eu e dona Lídia. Ela teve a coragem de ler meus diários pra confirmar se nas tardes de segunda, quarta e sexta eu tinha mesmo ido treinar vôlei. E se nas terças e quintas eu tava no balé. E na datilografia. E na aula de piano ou de yoga. Ou na aula de teatro. Ai ai ai o teatro! Pra quê me abriram mais esse portal? De tanto me imaginar semente crescendo, cavando um túnel na terra até desabrochar e dar flores e frutos fui parar no quartinho de fora, pra onde levei minha cama e meus diários. Chave na porta. Com uma placa de STOP! Aqui não, violão! 

– Mãe, pai, posso viajar com minhas amigas pra fazenda do tio delas (de carona, óculos escuros e muito colírio)?

– Não! Não temos dinheiro pra isso… e não tinham mesmo, hoje eu sei… ela professora, ele contador… era tudo na ponta do lápis e muito contadinho.

– Ok! Vocês venceram! Vou começar a trabalhar pra ter o meu dinheiro! E foi assim que forcei a barra pro meu tio me contratar no seu escritório de despachante e auto-escola. Troquei meu salário pela minha carteira de motorista. Uhu! Antes fui pra academia da minha tia dar aula de dança! Pra criança! Jesus! Como eu tive paciência pr’aquilo? Elas se penduravam na barra em vez de fazer pliè!!! Fiz um developpé e iniciei minha meteórica carreira de bancária. Foi o meu primeiro grand jeté: um ano no Unibanco da Praça Anchieta, em Itapeva, projetando minha mudança pra capital.  Fui. Escolhi a agência que queria trabalhar: esquina da Avenida Paulista com Rua Frei Caneca. Tudo calculado como se nada pudesse me impedir. Nem minha mãe. Fui. Lá fiquei por três anos.

Google Maps: De Itapeva/ SP para o Rio de Janeiro/ RJ

De São Paulo – plim – destino Rio de Janeiro; faculdade de Jornalismo na Facha da Muniz Barreto, Botafogo. Como precisava trabalhar para bancar minha vida fora do útero, cheguei atrasada às salas do ensino superior. Eu com 24 e meus coleguinhas com 17, 18 anos. Obviamente que a primeira carteira era minha. E mais CDF do que nunca, absorvendo tudo o que os professores falavam e correndo contra o tempo perdido.

Hoje, quando olho por trás dos meus ombros quem encontro? Dona Lídia à direita e seu Arnaldo à esquerda. Sorrindo e me desejando boa sorte. Me empurrando pra vida. De longe, mas muito perto. Sério! Com tanta tecnologia avançada por aí (olha nós aqui, nos comunicando através da fibra ótica), por que foi que ainda não inventaram um aparelhinho pra gente falar oi pra quem já foi? Hein?

E segue o Cântico do Régio:

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios…
Eu tenho a minha Loucura!
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios…

Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: “vem por aqui”!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou…
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!
Não me arrependo de ter seguido os meus passos. Aos trancos e barrancos venho construindo uma história bonita. Minhas filhas e minha neta são as flores e os frutos que farão germinar outros capítulos dessa coisa chamada vida. E chegará um tempo em que não precisaremos mais do que um pensamento pra estarmos todos juntos novamente. Assim seja!

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O jardim de pedras submerso

Eu não sou Polyanna. Longe disso. Há muito parei de jogar o jogo do contente. Também não sou a Cruela Cruel. Gosto bastante dos bichos. Mais de bichos do que de algumas gentes, aliás. O fato é que apesar dessa atmosfera densa que paira sobre nós, dou um jeito de focar no lado bom das coisas. Sempre tem um lado bom. O fato é que as mudanças de horário que ocorreram no trabalho me deram de presente algumas manhãs livres. E o que a Lana faz quando amanhece um dia cheio de sol e de céu azul? Vai tomar vitamina D in natura, óficorse!

Uai! Moro em frente ao Oceano Atlântico. Rezei duro pra isso acontecer. Tenho convicção de que a cegonha era cegueta e me derrubou por engano no Pilão D’Água: uma represa, não o mar! Enfim, “você não sabe o quanto eu caminhei, pra chegar até aqui” e, mesmo aqui estando, tem dias que nem vejo a cara do mar. Ou vejo de longe, quando vou mostrar a pousada aos hóspedes. De modos que, sinto muito, me perdoe, sou grata, te amo, mas se o dia tá lindão, é pra beira d’água que eu vou, muito feliz e satisfeita!

Interativa por natureza conheço a maioria da galera que rala nas barracas, os vendedores de canga, chapéus, artesanato, milho, sorvete e toda a diversidade que se reúne ali. Vou dando bom dia de uma ponta à outra da Ferradura. “Dia lindo hein”! Todos concordam.

Alguns me conhecem como a louca do lixo. Sempre levo uma sacola pra recolher a sujeira dos outros. Como pode o ser humano deixar seus rastros assim, sem a menor vergonha? Dia desses encontrei dois funcionários da prefeitura e, com a sacola pesada de entulho, perguntei com qual autoridade eu tinha de falar pra que fossem colocadas lixeiras na praia.

– Liga pra Secretaria da Ordem Pública e procura o Sérgio.

Beleza! Ligarei! Talvez isso ajude as pessoas a ajudar o planeta. Na areia não, né gente? Pelamor!

Tá. Que tal descer do banquinho e aproveitar a caminhada, Lana? Olha esse céu, esse mar, um azul o outro verde. Claros e transparentes. Descansa um pouco seus olhos nessa mistura de sal e sol e para de falar tanto. Gira nos calcanhares e repara: nenhuma nuvem! Que tal agradecer por tanta belezura?

– Brigada Deus! Brigada Iemanjá! Salve Netuno! Que todas as vezes que eu esteja a ponto de pirar eu me lembre que o mar está aqui … Que eu não me esqueça nunca da sensação de boiar nessas águas, balançando à deriva, solta, livre… E sempre que alguém ousar me encher os pacovás, que eu volte minha atenção para o que realmente importa…. Assim seja! Amém!

Encerrada a reza, reparo como a maré baixou com a força da lua nova. As pedras que ficam escondidas nos cantos da praia brotaram feito um jardim de estátuas. Deixo minha imaginação expandir e consigo vê-las em movimento, chegando à praia depois de tanto tempo submersas. Passo por elas pedindo licença e faço o caminho inverso, da areia para a água, me tornando parte daquele cenário silencioso e calmo. Por alguns segundos eu, pedras, areia, água salgada transparente, céu azul imenso nos tornamos um só organismo. Somos uma comunhão. Com esse sentimento no peito volto devagar pra margem pedindo mil desculpas à mãe terra pelas cretinices que o ser humano vem fazendo com sua nave espacial.

– Isso não tá certo… eu sei… mas você é guerreira! Já passou por tanta coisa. Esfriou, esquentou, escureceu e continua aí lindona! Não desista, tá? Enquanto eu puder, vou recolher o lixo desses caras. Sei que não faz muita diferença por que são muitos sujando pra poucos limpando, mas não vou desistir. Se você resistir eu também resisto!

Fui falando e andando de costas, braços estendidos, em total reverência à natureza quando… opa! que negocinho foi esse que se escondeu na areia quando pisei? parecia uma fatia de limão ou de laranja, com uma estrela no meio. Que bicho será esse? Oi! Tudo bem com você? Nunca tinha te visto. Tá morando aqui há muito tempo? Nada. Nenhum movimento. Ia cutucar com o dedo. Será que morde? Estiquei o chinelo pra tocar no coiseto e o danado fez o quê? Xixi em mim! Um jato forte, pra cima, feito  a fonte luminosa da praça da minha cidade (lá onde a cegonha cegueta me derrubou por engano). Defendeu-se e foi se enfiando na areia até desaparecer. Fiquei ali com cara de ué. E comecei a rir de mim. “Será que morde”? Não, minha filha! A natureza não morde! Ela só se defende. Até onde der. E se a espécie humana tivesse um pouco mais de juízo e consciência, teria mais cuidado e carinho com o chão onde pisa.

No dia seguinte voltei lá com o celular pra registrar o jardim de pedras e a fatia de limão fugitiva. A maré estava mais alta e o cenário já era outro. Procurei até que achei e dessa vez não ousei cutucar o ser mijão. Me desculpei pelo atrevimento do dia anterior e pedi permissão para tirar uma foto. Tirei várias. Por que não sei tirar só uma. Tiro muitas. E depois fui fazer exatamente o que Isa Colucci falou no post de terça-feira: procurar no google que coiso era aquilo. Achei! Bolacha do mar! Conhecidos também como moedas de sereia. Uau! Procura aí. Vai ver que são invertebrados, primos-irmãos das estrelas do mar e dos ouriços. Tudo da mesma família. Do mesmo ninho. Filhos da mesma mãe. Em nome do pai, do filho e do espírito santo, amémjesuisnóistudo!

– oi Fernanda! Tudo Capelo Gaivota com você? E vou trabalhar com um sorriso no coração.

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O tempo passado, presente, futuro

Minha cabeça dá voltas e voltas com tanta informação que Isa postou na quinta (sobre o Google Drive) e na terça (sobre como abrir mais espaço no celular). Gendocéu! Quem mandou querer aprender? Quem mandou? Agora eu que lute. E principalmente que aplique! Sim, por que conhecimento sem prática perde todo seu efeito.

Bem tentei encontrar um tempo pra reler o passo a passo do Google Drive e de como deixar mais leve o celular. Ainda falta a segunda aula do WordPress. Tô bem chateada de não ter conseguido me organizar, de chamar a Isa pra um “oi, socorro, acode aqui”, mas os dias e as noites escorreram pelo tempo.

Não justifica, mas ocorreram alterações de horários aqui no trabalho. Alguns dias o expediente é das 8h00 às 17h00 e em outros é das 13h00 às 22h00 e, sinceramente, tô muito confusa. Tenho dormido mal, acordado com o coração na boca achando que tô atrasada ou, ao contrário, pulando da cama muito mais cedo do que o necessário e, nessas, o espírito acaba entrando pelos pés e a cabeça, que já não anda muito certa, vira uma centrífuga descontrolada.

De forma que venho por meio deste registrar que não fiz a lição de casa e por isso corro o risco de perder as estrelinhas que ganhei semana passada. Enfim. Não consegui. Dou a mão à palmatória. Pode carimbar minha caderneta e me dar três dias de suspensão, se for o caso. Ando merecendo.

Sim, por que com a cabeça zoada, quem paga a conta (também) é o corpo. Minha alimentação sofreu um aumento de carboidratos e isso mexeu com o intestino que se nega a funcionar como um relógio. E como poderia, diante de tanta turbulência? Sinto o efeito estufa (de estufar mesmo) nas minhas roupas e isso me incomoda pacas, cotias e tatus.

A outra parte da conta quem vem pagando é a alma, esta sim, sedenta por alterações e, no entanto, presa está e presa continuará neste corpo que virou um peso vivo que até se debate e luta por mais ar. Mas não tem conseguido chegar a lugar algum nesse agosto frio.  

Pois é. Agosto. Já ou ainda? O passar do tempo tem sido uma lâmina de dois fios. Uma balança que não se equilibra. Esta semana me dei conta que estou muito perto de me tornar uma sexagenária. Isso deve explicar o motivo de ter sido recusada em uma entrevista de emprego. “Após analise (sic) de seu currículo e das oportunidades que possuímos neste momento, não nos foi possível encontrar uma posição a (sic) qual pudéssemos conciliar suas competências x remuneração”.  A resposta via e-mail me fez pensar em duas coisas: 1 – sou muito cara; 2 – sou muito velha.

A princípio fiquei bem triste e decepcionada porque a entrevista, por videoconferência, foi bacana. O papo rolou solto, fui bastante sincera com relação a competências e remuneração e aguardei a resposta ansiosa, sem nenhuma certeza de que estaria mesmo disposta a enfiar a vida na mala e promover mais uma baita mudança na vida. Tanto que não pesquisei nada a respeito da cidade, das condições de moradia, dos índices de vacinação. Nada. Só aguardei a resposta ansiosa, olhando o whatsapp várias vezes na data que ela deveria chegar. Não chegou. Por acaso abri meu e-mail e lá estava ela: curta e grossa. “Ficaremos com seu contato para oportunidades futuras”.

Oportunidades. Futuras. O quê eu espero, sonho, mereço? O que me faz sorrir sem perceber? De onde vem a força que me levará além dos 60, quando, acredito, estarei com um pé em cada prato da balança e a lâmina afiada cravada no alvo? Fala aí, universo? Não acha que chegou a hora de me fazer um carinho? Que tal aquela kombi home anfíbia? Hein?

(…)

Vou dar um tempo pro universo. Enquanto isso me organizo melhor, ajeito a agenda, encaixo os deveres e os prazeres na roda das horas e aprendo especialmente a ser grata por tudo que vivi e aprendi até aqui. Por todas as mãos estendidas e pelas portas na cara. No final tudo acaba virando benção. Mas isso a gente só vai saber depois que o passado vira futuro. O presente, o hoje, o tal do aqui e agora é que nos arranca dos devaneios com o que já foi ou com o que será. E velha é a sua vó, tá? Eu sou é muito cara!

Seu armário merece um Google Drive

Seu armário merece um Google Drive

Toda vez que me proponho a arrumar meu guarda roupa preciso de alguns dias pra me preparar psicologicamente. Por que não se trata apenas de arrumar, mas também de limpar todos os cantinhos, olhar de novo pr’aquela calça de veludo marrom que já tem dois invernos no mesmo cabide, sem uso. Vai pro saco de doação ou não?*

Penso e pondero. E essa blusa de lã listrada? Até que combina com a calça marrom…. E esse vestido tie die que comprei pro ano novo de 2018/2019 e só usei por meia hora? Longo, lindo, mas ta lá, sem uso. Talvez se eu cortasse um pedaço do comprimento e fosse transformando até ele ficar pouco acima do joelho? É uma!

As camisetas ficam enroladinhas nas caixinhas de cerveja corona extra. Parece, mas não é piada. Foi o jeito que dei de organizar as bonitinhas e ganhar espaço nas prateleiras. As camisetas de mangas longas e as blusas de lã ficam no andar de baixo, semi dobradas pra não pegar cheiro de guardado e transformar meu nariz numa bica, quando o tempo muda de repente.

Aliás, minha filha Luiza me alertou que vem uma ursa polar muito forte essa semana e que as temperaturas vão despencar especialmente no sul, oeste e pedaço do sudeste. Nunca gostei do frio. Tem gente que ama aquelas vinte milhões de camadas de roupas, dizem que as pessoas ficam mais chiques e coisa e tal. O escambáu! Eu sou do sol e adoro short, regata e pé no chão.

Voltemos ao armário, já que winter is coming e eu não tenho nenhum dragão na manga.

Junto com os biquínis, cangas, shorts e bermudas, na penúltima prateleira, ficam dois gorros, um par de luvas e um cachecol de lã grossa, os vestidos, saias e blusas que guardo enroladas por que uso amassadas mesmo, no melhor estilo hippie chique. Amo! Especialmente por que não preciso passar. Aliás, não passo roupa há milênios. Acho uma perda de tempo completa. Assim como enxugar louça. Deixo que o tempo e o vento cuidem disso. Tenho mais o que fazer. Ali também estão os meus pijamas, dois de verão e dois de inverno. E meia dúzia de pares de meias.

Lá embaixo de tudo tenho dois pares de botas, três chinelos, dois tênis e prontocabô. Ah! Esqueci lá do primeiro andar onde ficam o pote de remédios, cremes, desodorante, depilador, protetor solar, escova de cabelo e uma bolsinha com outras bolsinhas onde guardo brincos e outros tantos badulaques, papeizinhos, elásticos e batons. Nossa! Quanto tempo não uso batom! A máscara, né? Pois é.  E tem a minha caixinha de esmaltes, alicates, palitinhos, acetona, algodão, pinça, espelho, tesourinha e…. cansei só de pensar que preciso dar um jeito nas unhas e nas sobrancelhas. Detalhe: mesmo com aquele espelho que aumenta tudo, de óculos, não enxergo pra tirar os pelos que crescem tortos, uns pretos, vários brancos e, afinal de contas, pra quê mesmo a gente precisa ir contra a natureza e arrancar o que nasce naturalmente? Cada vez menos entendo essas regras e formatações das quais, com licença, passo longe.  

Em frente! Esse é um lado do armário. Do outro ficam as roupas de cama na prateleira acima  dos cabides com calças (inclusive a de veludo marrom), uniformes de trabalho, lenços e pashminas, duas camisas, algumas saias, dois casacos de lã e uma jaqueta de capuz .

Embaixo deles, no vão livre, minha sacola de documentos, contas pagas e a pagar, uma bolsa e, dentro dela, várias outras bolsas menores com seiláoquetantotemlá. E no andar térreo uma caixa cheia de conchinhas que venho colecionando desde que vim morar perto do mar, uma sacola com várias outras sacolas dentro que, acredito, um dia vou precisar.

Pra ficar do jeito que eu gosto, vou tirando as coisas por partes, já aproveitando pra ver validade dos produtos, passando um bom pano com álcool e, enquanto seca, esvazio outro compartimento, recoloco as coisas do anterior e assim prossigo, até a última espanada pelo lado de fora. Obviamente que, no meio da empreitada, paro e me pergunto diversas vezes: de quem foi a ideia maluca de fazer isso? Minha! Eu sei.

Suspiro e sento na cama pra admirar o resultado da arrumação. Tá locodelindo! Que  satisfação  em  ver que existem espaços entre as coisas, que existe uma ordem, uma seqüência e que fica muito mais fácil de achar até aquele carretel com a linha branca?!

Muito bem! Imbuída desse sentimento prazeroso que é o de, segundo o lema do personagem Teodoro, em “Dona Flor e seus dois maridos”, de Jorge Amado, “um lugar para cada coisa e cada coisa em seu lugar”, passo o armário arrumado pra Isa. Por qual motivo?

O próximo tema do nosso blog, a ser publicado na quinta-feira, 29/07 será: “Como usar o Google Drive – guia com o passo a passo e dicas para aproveitar o que há de melhor na ferramenta que, basicamente, tem como objetivo organizar arquivos, textos, fotos, vídeos e tudo o mais que você tiver espalhado na sua área de trabalho.

Além disso, ela vai responder a perguntas como:

O que é o Google Drive e como usar?

Como faço para acessar o Google Drive?

Como faço para criar uma conta no Google Drive?

Como acessar o drive do celular?

Como fazer download do Google Drive no PC?

Como fazer download do backup do Google Drive? (uia!)

Entre outras coisinhas mais!

Não perco nem que a vaca tussa!

Até porque organizar o exterior ajuda a colocar ordem no nosso interior. OOOOOOOooooooommmmmMMMMMMMMM.

* Aproveitando o assunto, que tal darmos uma catada em nossos guarda roupas e tirar para doação o que não usamos mais? A onda de frio vem pra cima e vem roncando, é branca e gelada. E vai judiar principalmente de quem mora nas ruas e nem armário tem….

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Upgrade: a melhor maneira de acabar com a tristeza

“Upgrade significa atualização ou melhoria, normalmente utilizada para atualizar uma versão antiga para uma mais recente de um determinado produto.

O termo upgrade é muito usado na área da informática e de equipamentos eletrônicos, se referindo a troca de um hardware, um software ou um firmware por uma versão melhor ou mais recente, melhorando a funcionalidade do equipamento.

Upgrade também é um termo usado para a compra de novos equipamentos, principalmente quando envolvem novas tecnologias”.*

Há tempos venho pensando na necessidade urgente urgentíssima de fazer um upgrade na minha vida. Sabe aqueles balanços ou retrospectivas que costumamos fazer ao encerrar um ciclo? Muito comum no dia 31 de dezembro ou no dia do nosso aniversário?

Pois é. Esquece. No último dia do ano não dá tempo de fazer absolutamente nada, quanto mais uma retrospectiva ou um balanço. No máximo você sai correndo pro supermercado mais próximo em busca de um peru ou de um tender e de um fardinho de cerveja. Rezando pra que o resto da população não tenha feito a mesma m que você: deixado isso pro segundo tempo da prorrogação, quando o juiz já não agüenta mais correr pra lá e pra cá. Nem você. Tudo que se sonha é que algum abençoado tenha tido tempo de, não apenas comprar, mas também de preparar o peru, o tender, o chester, o arroz com passas e a maionese. Ah! E o manjar de côco com calda de ameixa, ou, aquela gelatina toda colorida que trimilica alegremente na mesa cada vez que o grau etílico da moçada aumenta.

Já faz bastante tempo que não tenho um final de ano desse tipo, até por que, trabalhando em uma pousada, não existe último dia do ano. Ou melhor, existe, mas a gente trabalha dobrado pro povo festejar enquanto nosso  maior desejo não é pular sete ondas, mas sim apenas tomar um banho e se jogar na cama. Ossos do ofício. Cada um tem o seu e eu que lide e que lute. Já sei disso.

E o balanço de aniversário? Sabe qual? Aquela vontade danada que dá de pisar no freio e acelerar ao mesmo tempo, brincando com o tempo, permitindo que um ano se grude ao outro, trazendo lembranças de tudo o que vivenciamos pra chegar até aqui. Se me deixassem num canto, esquecida, bem possível que eu ficasse horas e horas (re)passando a vida à limpo. Pra quê? Pra fazer um upgrade! Pra ficar com aquilo que agrega e deixar ir o que já não faz mais sentido.

De uns tempos pra cá tenho me permitido usar e abusar dessa tecnologia a meu favor. Descobri que é muito saudável “atualizar uma versão antiga para uma mais recente”. Não estou falando de botox, silicone, tinta. Nada dessas químicas. Me refiro à atualização interna que, na minha opinião, é o que realmente importa. De que adianta estar tinindo por fora e trincada por dentro?

Nesse quesito tenho me dado ao luxo de introduzir em minha rotina alguns hábitos que me servem de alavancas, gatilhos pra me fazer feliz, tipo: meditações, ritos tibetanos, alongamentos, relaxamentos que – isso sim, sem dúvida! – me ajudam a fazer um upgrade bacaníssimo. Como diria um conhecido meu, a essa altura da vida, a beleza interna é o que há!

Aliado a esse autocuidado, tenho também me dedicado a aprender. Em um dos livros da Trilogia do Rei Artur, de Bernard Cornwell, Merlin diz para Derfel que quando se está triste demais, o melhor que fazemos é aprender algo novo. Já faz tempo que devorei essa coleção belíssima, e esse trecho nunca mais saiu da minha cabeça. Aprender quando se está triste, pra espantar a tristeza. E dá muito certo, especialmente pra alguém que, como eu, é chegada numa deprê existencial.

Escrever pra um blog é coisa simples – você deve estar pensando –  porém, escrever sobre um assunto que desconheço (a tal da tecnologia) é um baita desafio e, além disso, mexer com as ferramentas do WordPress, o Sistema de Gerenciamento de Conteúdo, que nos possibilita bater esse papo aqui é ainda um mistério pra mim. Mistério esse que hei de desvendar, assim que meus horários livres baterem com os da @isacolucci, minha mestra querida que tem uma paciência ilimitada para meus “por quês” e meus “como assim”.

Pra fechar minhas indagações da semana, solicito à nossa chefa/líder que inclua na sua lista de “coisas que a Lana me perguntou” os termos citados lá no início: hardware, software, firmware e, se possível, também como lidar com o WordPress. Mexi com ele uma única vez e, por mais didática e talentosa que Isa seja quando veste o jaleco de professora, eu sou daquelas alunas avoadas que, mesmo sentando na primeira carteira, fica desenhando estrelinhas na borda do caderno. Quando me dou conta, deixei passar aquele detalhezinho super importante que, se não for aplicado, leva todo o conteúdo pra lixeira. Ui!

Firme no propósito de aprender e de fazer com que a massa cinzenta que ainda me resta se exercite e se mantenha ativa, prometo me empenhar mais na próxima aula. E prometo também organizar meus horários e parar de desenhar estrelinhas… Mas você viu como tá sensacional essa lua cheia? Parece até que ela fez um upgrade!

Tá. Parei.

*Fonte:  https://www.significados.com.br/upgrade/

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Com licença, tô de TPA

Faltando poucos dias pro meu aniversário, canceriana até a medula (lua em câncer, inclusive) entro em estado de fluidez total e o máximo que vai sair de mim essa semana é isso: uma queda d’água de 30 metros ou, se preferir o sal, uma onda gigante de 30 metros que é pra surfista nenhum botar defeito. (menino do Rio…. calor que provoca arrepio…. ai ui!)

Fato é que tenho chorado excessivamente de saudade das minhas filhas e da minha neta. Esse distanciamento social imposto (não sou contra, pelamordedeos, não me entenda mal), me tira do eixo por que não se trata de querer ou não estar com alguém; trata-se de não poder. Não sei você, mas eu tenho sentido na pele, no sangue, nos ossos, no estômago, no coração, na cabeça a falta que me faz abraçar essas meninas. Estar com elas. Ficar em silêncio com elas. Ver um filme, comer pipoca, passear, tomar sorvete, ir a um lugar bonito pra ver o pôr do sol. Esse monte de coisinhas que a gente faz(ia) e nem se dá(va) conta de quanto é(ra) importante. Enfim. Sinto muito, por favor me perdoe, sou grata, eu te amo, mas estou mesmo de TPA – tensão pré aniversário.

Não estou esperando nada, como aconteceu no dia das mães, segundo domingo de maio, no qual fiquei achando que pudesse receber umas flores, um livro, uns bombons, um bilhete. Ser mãe e ser canceriana é avassalador. E olha que já aprendi a não gerar expectativas demasiadas depois de tantos anos morando longe delas, nos vendo em natais esporádicos e carnavais eventuais. Ocorre que estou entrando na envelhescência e meio que emburro num canto quando não entendo por que a vida é assim. Passa logo. Às vezes não muito logo. Só sei que não sei onde arrumo tanta lágrima pra derramar. E ninguém sabe chorar tão dramaticamente quanto uma canceriana, de preferência escondida. Sou daquelas que sente o gosto salgado da gota na boca, deixa que escorra pelo pescoço e vá parar no umbigo. Ou, se estou deitada, minhas orelhas viram um poço. E não enxugo. Deixo o tempo secar.

Mas de repente, recebo uma chamada de vídeo de uma delas e – plim – a distância se desfaz. Estamos juntas a um toque de tela e era aqui que eu queria chegar: viva a internet!!! viva a tecnologia!!! Imagina o que seria de mim, o que seria de nós, não fosse a rede mundial de computadores interligados, nesse ano e meio de pandemia? Nem poderia estar aqui chorando no ombro de vocês, sem a menor cerimônia. Sinto muito. Por favor, me perdoe. Sou grata. Eu te amo.

Semana passada comentei da minha rotina aqui no trabalho. Você leu, né verdade? Deixei um monte de pepinos pra Isa descascar. (hehehe) Mas o quê a Lana faz depois que o expediente se encerra? Então! Vou te contar. Chego em casa e, esfregando os pés no pano com água sanitária, meu olhar vai direto pro roteador. Todas as luzinhas estão verdes! Amém! Concorde comigo: que tristeza quando tem uma delas piscando em vermelho… Não dá vontade de chorar? Eu choro! Mas quando tá tudo verde, sinal aberto, vou pro banho mais tranqüila, faço meu chá na cafeteira (sim, serve pra isso também aquela engenhoca bonitinha e barulhenta!), ajeito meu ninho e ligo o notebook pra dar uma checada nos emails, no facebook, no instagam, na netflix (tô vendo a série Startup – sinistra! cada vez mais me convenço de que estamos sendo vigiados o tempo todo. e não apenas e tão somente pelos et’s. ui!). Pra ficar mais fácil de ver tudoaomesmotempoagora, abro também o whatsapp . O cabo de energia do note anda meio preguicento e, pra preservar a vida útil do bichinho, desligo a máquina enquanto ele se recupera. Eu sou uma pessoa bacaninha.
Faço a meditação com o japa Tadashi pelo youtube, no celular e, consciente do aqui e agora, com atenção plena no momento, vou me acalmando e dizendo pro espinho espetado no peito: “sai daí que esse corpo não te pertence”. Sinto muito. Por favor, me perdoe. Sou grata. Eu te amo.

A essa altura já tomei meu santo chá pra acalmar as bichas todas e … dormir? Nada! Vou escrever o post pro blog, que tem de estar pronto ainda hoje, pra passar pelo crivo de Isa antes de ir ao ar. Vocês viram que ela falou sobre a tal da nuvem na terça, né? Os demais quesitos levantados por esta que vos escreve deverão ser dissecados nas próximas semanas. Portanto, se liga aí que terça é dia de fogo no parquinho do blog. Quinta é dia de recreio. Amém! Bem tô precisada de mais leveza. A vida tá mesmo de lascar. Veja bem. Não tô reclamando. Só me permitindo chorar. Por que eu sinto muito. Sou infinitamente grata. Eu te amo demais da conta. Por isso e por todo o resto, me perdoe!

Obs.: Só pra deixar registrado por que sou a louca das datas e da contagem do tempo:
15/07/21 – 3 anos de Búzios, 1 ano e meio sem ver Luiza (a mais velha), 9 meses e 16 dias sem ver Giovana (a caçula) e Nalu (a filha da caçula, minha neta).

Obs2.: Você concorda que o tempo está voando mais do que o normal? Embora o mundo esteja, aparentemente, em ponto morto? William, o Shakespeare, tava muito certo quando disse que “há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia”. Se na época dele já se suspeitava disso, imagina agora, com esse emaranhado de frequências, vibrações, emissões, conexões, via cabos de rede e pensamentos?!?

Obs3.: Também é dele a frase: “Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente”.
Para bom entendedor, meia lágrima basta. Com licença, tô de TPA.

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Papo reto com Isa Colucci, a chefe mais líder da paróquia

Batendo papo com @isacolucci durante a semana chegamos à conclusão de que o melhor jeito de trazer os assuntos técnicos de forma mais humanizada (tá na moda isso, né?), seria eu compartilhar com vocês como é meu dia a dia aqui na recepção da pousada. Achei a ideia ótima e vou desenhar um pedaço da missa. Nem metade.


Depois de dar bom dia aos gatos, que ficam me esperando na porta pedindo comida, passo álcool gel em tuuuuuuuuuudo e ligo o PC. Primeira coisa é abrir o whatsapp web e encaminhar o cardápio do dia aos nossos clientes de delivery. Feito isso, fecho esse e abro o celular da Pousada pra responder às consultas dos hóspedes. “Venham sim! Será um prazer recebê-los”. Sou locadesimpática!


Em seguida abro o gmail pra conferir se tem alguma solicitação de orçamento ou se chegou uma nova reserva da Booking.com, nossa parceira de trabalho. Temos algumas pastas por assunto pra guardar emails que não podem se perder na nuvem. Aliás, essa tal de nuvem é uma incógnita pra mim. Sei que ela existe e que serve como uma despensa onde a gente guarda tudo que não tá precisando pra agora. Mas como faz pra acessar? Paro em frente ao computador e digo: vai pra nuvem, moleque!!! E plim!!! Foi? Explica pra gente, dona Isa?

Continuando minha saga, vou para o Facebook. Respondo aos comentários e, duas vezes por semana, faço a publicação de um novo projeto chamando o povo pra vir conferir as maravilhas de passar uns dias na beira da praia. Publicar no Facebook é bem simples, até minha neta de 9 meses é capaz e todos nós já aprendemos, né verdade? Eu ouvi um amééééémmmmm??? Mesma coisa no Instagram. Eu acho que a diferença entre essas redes sociais é que no Face tem como compartilhar as postagens, já no Insta, só se a pessoa tiver mais de 10 mil seguidores (confere, Isa?).


Com os números de curtidas, engajamentos, alcance, compartilhamentos, diárias, ocupação, e mais as informações do Google Analytics em mãos, vou para a planilha do Excel. Ai ai ai e ai, essa planilha! É uma luta diária pra entender como montar, inserir as fórmulas, os dados e chegar aos resultados que queremos (quem queremos?). Resultados esses que nos informam quantidade de hóspedes em determinado período, vendas, visitas ao site e nos mostram a dura realidade do turismo neste ano e meio de pandemia. Vários segmentos da economia estão detonados, é fato. Mas o ramo hoteleiro tomou uma na boca do estômago pra nunca mais esquecer. Oremos pra que aprendamos a lição. Esse já e outro assunto, né? É. O fato é que o Excel é um programa incrível! E o dia que eu entender como ele funciona, e pra quê tanto serve, cara, vai ser demais!


Depois de atender telefonemas, explicar aos hóspedes onde fica a Rua das Pedras e a Orla Bardot e recomendar que assistam ao pôr do sol no Porto da Barra que é sen sa ci o nal, devidamente almoçada, dou mais uma checada nas redes pra conferir se alguém ficou sem resposta e começo a salvar os arquivos: no disco rígido e no pen drive, pra garantir. Seria bom se eu fizesse um backup pra diminuir ainda mais o risco de algo importante se perder. Faz sentido, Isa?


Outro dia, falando com minhas filhas sobre a falta de espaço, tanto no celular quanto no notebook, elas comentaram sobre o Google Drive. O negócio é bom mesmo, armazena todo tipo de arquivo e é de grátis! Qualquer hora conto minha experiência com esse pequeno dragão.


Agora é com você, Isa Maria! Desata um tanto desses nós aí pra nós!